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Jovem que acusou PMs de agressão é indiciado por denúncia caluniosa

Agni Paganini Calvo denunciou militares por roubo e agressão, mas imagens de câmeras de segurança mostram que ele foi agredido por moradores de rua

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Imagem mostra jovem agredido por moradores de rua
Imagem mostra jovem agredido por moradores de rua

O estudante Agni Paganini Calvo foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais por denunciação caluniosa por acusar dois policiais militares de agressão e roubo no fim do ano passado.

O jovem, que mora fora do país e passava o Natal em Belo Horizonte, teve a mandíbula quebrada e levou quatro pontos no queixo, disse que foi abordado por uma viatura, agredido pelos militares e deixado sangrando em uma calçada após sair de uma boate na região Centro-Sul da capital mineira.

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A família do jovem denunciou o caso à Ouvidoria da Polícia Militar e a Corregedoria da instituição concluiu que não houve agressão por parte dos militares, que foram acusados injustamente. 

Investigação

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Segundo investigação da Polícia Civil, relatos de testemunhas que estavam na boate naquele dia e imagens de câmeras de segurança em prédios e comércios da região mostram que Agni deixou o estabelecimento aparentemente bêbado, pouco antes das 2h da manhã e amparado por duas pessoas, dentre elas um dos seguranças do local. 

As imagens mostram o momento em que o estudante sai correndo pelas ruas do bairro e cai em frente a um prédio. Minutos depois ele é roubado, agredido e arrastado por dois moradores de rua. 

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De acordo com a delegada Cinara Rocha, um motorista de aplicativo que passava pelo local levou o jovem até uma companhia da Polícia Militar que fica próximo ao local. Os PMs que estavam de plantão teriam chamado o Samu para prestar atendimento, mas Agni fugiu do local e foi encontrado novamente caído por uma viatura, também na mesma região. 

— Os militares colocaram ele sangrando, bastante agredido na viatura para prestar o socorro devido no Hospital João 23. Mas, passando por uma rua próxima à boate em que ele se encontrava, o rapaz disse que estava próximo do prédio de uma tia, onde ele estava hospedado, e os policiais o deixaram lá. 

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Denunciação caluniosa

No dia seguinte, Agni registrou um boletim de ocorrência em que relatava que havia sido agredido pelos policiais que estava na viatura. 

Segundo a delegada, o jovem manteve a versão durante as investigações até o momento em que viu as imagens de câmeras de segurança. A partir desse momento, ele passou, então, a dizer que estava confuso e que não sabia o que havia acontecido direito naquele dia. 

— A apuração do crime cabe à polícia. O que ele fez incorre no crime de denunciação caluniosa, que é fazer instaurar procedimento contra alguém sabendo que ela não é culpada. 

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