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Juiz denuncia que é obrigado a soltar presos por falta de escolta policial, em BH

Os bandidos acabam em liberdade por não serem levados pelo Estado às audiências

Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas

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Detentos não são levados para audiências e acabam em liberdade
Detentos não são levados para audiências e acabam em liberdade

Bandidos perigosos e que deveriam responder aos processos na cadeia estão sendo soltos em Belo Horizonte. A afirmação é do juiz Guilherme Sadi, da 3ª Vara Criminal da capital, que reconhece que é obrigado a soltar os presos. Segundo ele, o detento tem que ser ouvido em, no máximo, quatro meses depois de ser preso em flagrante, mas as audiências não estão acontecendo nesse prazo.

— No caso dessas não apresentações, não é a defesa, não é o réu que está dando causa aos adiamentos e sim o próprio Estado que não nos apresenta o preso.


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Foi o que aconteceu com o detento Luis Borges de Almeida. Ele foi transferido do Ceresp de Betim para a Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, sem autorização do juiz. Por isso, não foi levado a uma audiência e acabou sendo solto.


— O preso é transferido sem meu conhecimento, sem qualquer comunicação e quando ele é requisitado, não é apresentado para participar da audiência.

De acordo com o magistrado, o número de policiais militares para fazer a escolta de presos no Fórum Lafayete, na capital, é insuficiente. O resultado são constantes atrasos nas audiências.


— Às vezes o preso é realmente apresentado, chega ao Fórum e não há escolta suficiente para conduzi-lo até a sala de audiências.

O secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, reconhece o problema, mas garante que medidas estão sendo tomadas para que nenhum preso fique sem escolta.


— A secretaria já adotou uma série de medidas desde o início do ano para que de forma nenhuma isso continue ocorrendo.

Solução

Minas Gerais tem atualmente são 53 mil presos e 17 mil pessoas trabalhando nas cadeias. Para o presidente de assuntos penitenciários da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Adilson Rocha, a solução é criar uma secretaria só para cuidar do assunto.

— É preciso dar urgentemente autonomia ao sistema penitenciário do Estado de Minas Gerais.

O secretário Rômulo Ferraz acredita que o ideal é um coordenação única, mas afirma que a Suapi (Subsecretaria de Administração Prisional) tem autonomia e estrutura adequada para realização do trabalho.

— O importante é que haja os reforços institucionais e estruturais para que esse trabalho que é muito árduo e complexo seja levado a contento.

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