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Julgamento de médico acusado retirar órgão de criança indevidamente é adiado

Quarto profissional acusado no caso que investigou a morte de Paulo Pavesi continuará sendo julgado nesta terça-feira (19)

Minas Gerais|Do R7, com Record TV Minas

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O quarto médico acusado de envolvimento na morte do menino Paulo Pavesi, em 2000, começou a ser julgado nesta segunda-feira (18). Álvaro Ianhez, de 77 anos, também é suspeito retirar indevidamente os órgãos do menino. O julgamento foi interrompido na noite desta segunda e deve ser retomo na manhã desta terça-feira (19).

Paulo morreu em Poços de Caldas (MG)
Paulo morreu em Poços de Caldas (MG)

O esquema foi descoberto há 22 anos, depois da morte de Paulinho, que na época tinha 10 anos. Ele sofreu um acidente enquanto brincava com amigos, em Poços de Caldas, a 420 km da capital mineira. Ele caiu de uma altura de 10 metros, foi levado para o hospital da cidade com traumatismo craniano e ferimentos na face. Dois dias depois, foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia, onde foi dado como morto. No entanto, de acordo com o Ministério Público, o exame que apontou a morte cerebral teria sido forjado e Paulinho ainda estaria vivo no momento da retirada de seus órgãos.


Segundo o ministério público, a primeira testemunha a ser ouvida foi o pai do Paulinho, que presta depoimento virtual, da Itália. O réu, também não compareceu e participa à distância, de São Paulo. De acordo com o advogado, ele não foi ao local porque estava com medo de sair preso do Fórum.

Ele chegou a entrar com dois pedidos de habeas corpus, um no Tribunal de Justiça de Minas e outro no Superior Tribunal de Justiça Ambos os pedidos foram negados. Ianhez foi acusado de não prestar atendimento adequado, justamente para prejudicar a recuperação do menino. Com isso, ele se tornaria um doador de órgãos. O pai do menino aponta Ianhez como o líder do esquema ilegal de transplante de órgãos da região.


Segundo o advogado da família de Paulinho, Ianhez teria participado dos procedimentos pra constatar a morte encefálica da criança além de dar uma medicação pra manter os rins dele funcionando até o momento do transplante. Os órgãos de Paulinho teriam sido transplantados para pacientes que não eram os primeiros na fila de espera. O pai da vítima, única testemunha de acusação, participou do julgamento de forma remota porque ele saiu do Brasil após receber ameaças por denunciar o esquema.

A reportagem tenta contato com a defesa do acusado. Até agora, três médicos já foram julgados. Dois foram condenados e um absolvido.

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