Júri de médico acusado de retirar órgãos e forjar morte de criança é retomado em BH
Caso aconteceu há 22 anos; segundo o MP, Paulo Pavesi, na época com 10 anos, ainda estava vivo na hora da retirada de seus órgãos
Minas Gerais|Do R7 com Record TV Minas

O julgamento do médico acusado de envolvimento no assassinato e na retirada ilegal dos órgãos do menino Paulo Pavesi, na época com 10 anos, foi retomado, na manhã desta terça-feira (19), em Belo Horizonte. O caso aconteceu há 22 anos em Poços de Caldas, a 420 km da capital mineira, e já motivou a condenação de dois envolvidos na morte.
Álvaro Ianhez, de 77 anos, começou a ser julgado na manhã desta segunda-feira (18) e quatro testemunhas de defesa e uma da acusação prestaram depoimento por videoconferência.
Segundo o Ministério Público, a primeira testemunha a ser ouvida foi o pai de Paulinho, como era conhecido, que prestou depoimento da Itália. O réu também não compareceu e participou à distância, de São Paulo. De acordo com o advogado, ele não foi ao local porque estava com medo de sair preso do Fórum.
O julgamento foi suspenso durante a noite e, nesta terça-feira (19), os trabalhos no Fórum Lafayette foram retomados com as sessões de debate. Segundo o órgão, a previsão é que a sentença saia à tarde.
Por meio de nota, a defesa de Álvaro disse que o cliente é inocente e que o profissional "não praticou qualquer ato ilícito e vai provar ao longo do julgamento".
Relembre o caso
O médico é acusado pelo envolvimento na morte do menino Paulo Veronesi Pavesi, em abril de 2000. Ele tinha 10 anos quando caiu de uma altura de 10 metros do prédio onde morava, em Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais.
A criança foi levada para um hospital particular e depois transferida para a Santa Casa da cidade, onde, dois dias depois, foi dada como morta. No entanto, de acordo com o Ministério Público, o exame que apontou a morte cerebral teria sido forjado e Paulinho ainda estaria vivo no momento da retirada de seus órgãos.
No ano passado, os médicos José Luiz Gomes da Silva e José Luís Bonfito foram condenados a 25 anos de prisão em regime fechado por homicídio. O anestesista Marco Alexandre Pacheco foi julgado e absolvido. O júri concluiu que ele participou do atendimento, mas não foi responsável pela morte do menino.













