Justiça autoriza Backer a engarrafar cerveja não contaminada
Decisão tem caráter liminar e se aplica à cerveja que está nos tanques não contaminados; o produto só poderá ser vendido após autorização
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7, com Mayara Folco, da RecordTV Minas

A cervejaria Backer conseguiu uma liminar na Justiça que impede a interdição da sua fábrica. O estabelecimento foi fechado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) na última sexta-feira (10) depois que foi revelado que amostras da cerveja Belorizontina estavam contaminadas com uma substância tóxica conhecida como dietilenoglicol.
A Backer entrou com ação na Justiça alegando que não teve acesso ao inquérito que embasou a interdição da fábrica pelo Ministério. A decisão judicial, assinada pela juíza federal substituta Anna Cristina Rocha Gonçalves, permite que a fábrica funcione apenas para engarrafar as cervejas que estiverem em tanques não contaminados e não lacrados. Os produtos, no entanto, só poderiam ser comercializados após autorização do Mapa.
A decisão da Justiça ainda determina que a Backer recolha em até 48 horas todas as cervejas Belorizontina e Capixaba e que as outras marcas produzidas pela cervejaria só sejam recolhidos os lotes indicados pelo ministério. A cervejaria também terá prazo de três dias para recolher os demais lotes que vierem a ser incluídos como contaminados pelo Mapa.
Outro ponto abordado pela Justiça foi a determinação de que o Ministério da Agricultura tem 48 horas para iniciar a apresentação da análise laboratorial dos tanques que ainda não foram periciados. Essa perícia deverá ser feita da mais antiga para a mais recente para evitar o perecimento dos produtos.
Oito rótulos contaminados
A decisão judicial saiu poucas horas depois de o Ministério da Agricultura confirmar que, além das cervejas Belorizontina e Capixaba, outros seis rótulos da Backer foram contaminados com monoetilenoglicol e dietilenoglicol, substâncias tóxicas que podem estar por trás de uma intoxicação que afeta, ao menos, 18 pessoas em Minas Gerais.
Análises do Mapa identificaram a presença das duas substâncias tóxicas nas marcas: Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2. Até o momento, as análises laboratoriais realizadas pela pasta indicam 21 lotes contaminados.















