Minas Gerais Justiça decide que goleiro Bruno continua preso em Varginha

Justiça decide que goleiro Bruno continua preso em Varginha

Recurso da defesa que pedia progressão pára regime semiaberto sequer foi analisado por falta de documentação, segundo o Tribunal de Justiça

Bruno foi preso em 2010 pela morte de Eliza Samudio

Bruno foi preso em 2010 pela morte de Eliza Samudio

Reprodução / RecordTV Minas

O goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio, vai continuar detido no Presídio de Varginha, no Sul de Minas, a 311 km de Belo Horizonte.

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais analisaria nesta quarta-feira (19), um recurso da defesa do ex-jogador, que poderia resultar na sua progressão para o regime semiaberto

No entanto, o relator do processo, desembargador Doorgal Andrada desconheceu o recurso da defesa, que sequer foi analisado na sessão de hoje porque, segundo o TJMG, os advogados de defesa de Bruno não juntaram qualquer documentação ao recurso. 

Conforme o Tribunal, com isso, caso a defesa de Bruno queira pleitear a progressão do regime fechado para o semiaberto, deverá apresentar um novo recurso à Justiça. 

Até outubro do ano passado, Bruno tinha o direito de trabalhar fora da cadeia enquanto cumpre a pena de 20 anos e três meses de prisão, imposta pela Justiça. Porém, imagens da TV Alterosa, afiliada do SBT, flagraram o goleiro desfrutando de regalias durante o expediente, ao tomar cerveja com duas mulheres no horário de trabalho.

O episódio gerou uma falta disciplinar grave, que resultou na perda de um sexto dos dias remidos da pena do ex-jogador. Em março deste ano, sua defesa também teve, negada, a transferência para um presídio de Belo Horizonte.    

Histórico

O ex-goleiro do Flamengo foi preso em 2010, logo após o desaparecimento de Eliza Samudio. A condenação pelo homicídio triplamente qualificado e ocultação do cadáver de sua ex-amante, além do sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho do então casal, veio três anos depois, em março de 2013.

A pena inicial decretada foi de 22 anos e três meses de prisão. No entanto, em setembro de 2017 a Justiça considerou que o crime de ocultação de cadáver prescreveu e o período de detenção foi reduzido para 20 anos e nove meses.

Em fevereiro de 2017, o atleta foi solto graças a um habeas corpus concedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Durante este período, ele foi contratado pelo Boa Esporte, de Varginha, voltou a jogar futebol, mas voltou a ser preso dois meses depois. 

* estagiário do R7, sob supervisão de Lucas Pavanelli