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Justiça mantém prisão de motorista que bateu Porsche e causou morte em BH

Ao acatar o pedido do MP, a juíza chamou atenção para a gravidade do acidente e cobrou readequação da tipificação penal

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Record Minas

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Defesa de Rodrigo Chiatti diz que vai avaliar as medidas
Defesa de Rodrigo Chiatti diz que vai avaliar as medidas

A Justiça de Belo Horizonte manteve, nesta terça-feira (12), a prisão do empresário e DJ de 32 anos detido após o acidente que envolveu um Porsche e terminou com a morte de um homem, nesta segunda-feira (11).

Ao converter a prisão em flagrante em preventiva, a juíza Juliana Miranda acatou os argumentos do Ministério Público e acrescentou que Rodrigo Rodrigues Andrade Chiatti pôs em risco a vida de outros motoristas. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia.


“Comungo do entendimento do Ministério Público, conforme alhures mencionado, no sentido de que se mostra necessária a readequação da tipificação penal, visando ao reconhecimento da figura do dolo eventual no caso em apreço, tendo em vista as circunstâncias e elementos probatórios acima citados, pelo o que, na hipótese dos autos, seria o caso da suposta prática do delito de homicídio doloso, na medida em que o autuado teria assumido o risco de produzir o resultado morte, a ensejar a decretação de sua prisão preventiva, para garantia da ordem pública, diante da gravidade concreta da conduta”, destacou a juíza.

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Na decisão, a magistrada ainda chamou atenção para o impacto do acidente. Ela ressaltou que o carro, avaliado em R$ 840 mil, ficou destruído e que o motorista apresentou sinais de embriaguez, quando “veio a colidir o automóvel contra um poste e uma árvore, momento em que a vítima fatal, Cayke Pelegrino Tavares, que se encontrava no banco do passageiro, foi arremessada para fora do veículo, cerca de vinte metros à frente, vindo a óbito no local”.


“Afora isso, conforme consta nos autos, havia fragmentos do veículo espalhados por cerca de duzentos metros da via, inclusive, o próprio banco do passageiro fora arrancado de seu interior, o que, pela extensão dos danos, demonstra velocidade claramente incompatível com o local, para o qual está prevista velocidade máxima de 60 km, portanto, a conduta do autuado colocou em risco a integridade física dos demais usuários, transeuntes e motoristas da via pública, além de ter levado uma pessoa a óbito, o que, também, demonstra um patente desrespeito à vida alheia”, completou.

O advogado de Chiatti, em nota, disse apenas que teve acesso à decisão que negou a liberdade provisória e vai analisar as medidas jurídicas que poderão ser tomadas.

Rodrigo Chiatti era quem dirigia o carro no momento do acidente, ocorrido durante a madrugada na avenida Barão Homem de Melo, no bairro Estoril, na região oeste da cidade. Segundo a Polícia, o empresário e DJ estava embriagado e se recusou a fazer o teste do bafômetro. O velocímetro do carro travou em 250 km/h. A perícia ainda vai confirmar a velocidade do veículo na hora da colisão.

O amigo do empresário, Caike Pelegrino Tavares, de 32 anos, estava no banco do passageiro, que se soltou e foi arremessado para fora do veículo esportivo. Tavares também foi arremessado e morreu.

O laudo do Instituto Médico-Legal mostrou que Chiatti teve ferimentos em todo o corpo. Por pouco ele não ficou sem a visão do olho esquerdo. O motorista estava com a habilitação cassada.

Motorista do Porsche foi indiciado por homicídio culposo:

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