Justiça mantém prisão preventiva de madrasta acusada de matar o menino Ian em BH
Advogado de Bruna Cristine entrou com pedido de revogação da prisão alegando falta de fundamentação na decisão
Minas Gerais|Do R7

Bruna Cristine dos Santos, madrasta acusada de matar o menino Ian, de 2 anos, teve o pedido de revogação da prisão preventiva negado nesta terça-feira (31). O garoto morreu no dia 10 de janeiro deste ano, depois de ser internado no Hospital João 23, na região centro-sul de Belo Horizonte, com ferimentos diversos na região da cabeça e no rosto.
Segundo o Desembargador, Rinaldo Kennedy Silva, é preciso aguardar um relatório final da Polícia Civil com maiores detalhes sobre o caso, para que seja discutido um possível Habeas Corpus.
Para fazer a solicitação do pedido de revogação, o advogado de Bruna alegou que não havia fundamentação suficiente no decreto prisional e considerou a prisão preventiva como desproporcional. Além disso, ele disse que Bruna é diabética e única provedora do sustento de sua filha especial, de 4 anos.
Para o magistrado que manteve a decisão da prisão, “o requerimento de liminar em habeas corpus é cabível em casos em que seja notória e previamente demonstrada a ilegalidade, ou abuso de poder, supostamente praticado pela autoridade apontada como coatora, o que, a priori, não se verifica nestes autos”. Além disso, o Desembargador apontou que há diversas inconsistências nos depoimentos dos acusados, e que a decisão da prisão preventiva está fundamentada no que foi descoberto até o momento sobre o caso.
Investigação
Para os investigadores do caso, o menino Ian foi assassinado. O laudo apontou que a vítima sofreu traumatismo craniano provocado por um instrumento como uma barra de ferro ou madeira. O pai de Ian, Marcio da Rocha Souza, de 31 anos, e a madrasta, Bruna Cristine dos Santos, de 34, são suspeitos do crime. Os dois estão presos desde o dia 9 de janeiro.
Márcio foi quem a levou até o hospital após, segundo ele, encontrar o menino Ian em casa, com diversos ferimentos. A médica, ao fazer o primeiro atendimento, desconfiou da versão apresentada pelo pai, de que a criança teria caído e batido a cabeça no chão da cozinha de sua casa, e acionou a Polícia Militar.
A principal linha de investigação é de que a madrasta começou as agressões, mas o pai também teria participação na morte do menino. Além disso, os dois estão sendo acusados de omissão de socorro qualificada.













