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Justiça nega recurso de meninas que mataram e arrancaram coração de amiga na Grande BH

Elas recorreram da sentença de internação por tempo indeterminado

Minas Gerais|Do R7 MG

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Fabíola foi morta com pauladas e facadas e teve coração arrancado
Fabíola foi morta com pauladas e facadas e teve coração arrancado

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou o pedido de recurso das duas adolescentes acusadas de matar e arrancar o coração de uma amiga de 13 anos no ano passado. As menores, que foram condenadas por ato infracional por homicídio triplamente qualificado (por motivo fútil, com meio cruel e mediante traição) recorreram contra a sentença de cumprimento de medida socioeducativa de internação por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na última semana.

No recurso, as jovens argumentaram que a juíza Patrícia Alvarenga deixou de ouvir a tese da defesa. Foi pedida absolvição por insuficiência de provas e, caso fosse negado, que o ato infracional fosse desclassificado de análogo ao homicídio para análogo ao favorecimento pessoal ou favorecimento real.

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As alegações, no entanto, foram rejeitadas pelo desembargador Agostinho Gomes de Azevedo, relator do recurso, que destacou que, quando ouvidas pela autoridade policial e na primeira audiência à juíza, as adolescentes ofereceram uma versão coerente dos fatos e a sustentaram. Por isso, ele considerou que a retratação em um novo interrogatório, em que elas atribuíam o crime a traficantes da região com quem namoravam na época, não deveria ser tomada.

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O desembargador ressaltou ainda brutalidade com que a vítima foi morta, afirmando que a dinâmica das agressões coincide com as conclusões do laudo pericial dos autos, que aponta as lesões no crânio da vítima enquanto esta ainda vivia como causa da morte. Para o relator, a descrição minuciosa da narrativa só poderia ser feita por alguém que participou diretamente ou esteve presente no momento em que a vítima era agredida.

O relator considerou que, embora o envolvimento de outras pessoas no crime esteja sendo investigado, havia indícios suficientes de autoria das acusadas e da materialidade do fato.

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Por tratar de réus menores de 18 anos, o processo corre em segredo de Justiça. Na internação, a cada seis meses, o jovem passa por uma avaliação feita por equipe técnica multidisciplinar e por um magistrado. A medida tem duração indeterminada, podendo ser interrompida a qualquer momento.

Relembre o crime

Quando Fabíola Santos Correia, de 13 anos, saiu de casa com duas vizinhas, seus pais não imaginavam que ela iria protagonizar um crime macabro. O corpo dela foi encontrado sem coração no dia 13 de junho, em uma mata de São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de BH. Segundo a polícia, a vítima foi morta a facadas, teve o peito serrado e o coração arrancado quando ainda batia.

Duas amigas, da mesma idade de Fabíola, confessaram o crime e contaram que cometeram o assassinato por medo de a menina denunciar o envolvimento da dupla com o tráfico de drogas. Ao saber do assassinato, uma das mães das suspeitas sofreu uma parada cardíaca e foi internada.

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