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Justiça nega soltura de delegado suspeito de chefiar máfia do Detran

Christian Nunes de Andrade é um dos oito presos em operação que apura propina em pátios de apreensão de veículos e venda de peças de carros 

Minas Gerais|Matheus Oliveira*, da RecordTV Minas

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Operação apreendeu R$ 840 mil em dinheiro
Operação apreendeu R$ 840 mil em dinheiro

A Justiça de Minas Gerais negou nesta sexta-feira (13) pedido de habeas corpus para o delegado de Polícia Civil Christian Nunes de Andrade.

Ele é suspeito de chefiar uma quadrilhaque faturou mais de R$ 19 milhões com a cobrança de propina, roubo de peças de carros apreendidos, fraudes em blitze de trânsito e emissão de documentos de veículos no Detran (Departamento de Trânsito) de Santa Luzia, na região metropolitana da capital.

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O delegado teve prisão temporária decretada em 15 de outubro, o mandado foi cumprido em 28 de novembro e a prisão foi convertida em preventiva (ou seja, sem prazo para soltura) no dia 2 de dezembro. 

Na última quarta-feira (11), o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) denunciou 16 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que atuava no Detran de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte.

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Na denúncia do MP, a quadrilha é acusada de cobrar propina para a liberação e a transferência de veículos, desviar peças e equipamentos de carros apreendidos, participar dos lucros dos pátios de apreensão e de inserir dados falsos nos sistemas informatizados do Detran.

Outra atuação criminosa do grupo, segundo a denúncia dos promotores, é a de organizar operações para apreender veículos e beneficiar os pátios.

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Policiais civis e militares, despachantes, comerciantes e donos de pátios de apreensão de veículos em Santa Luzia devem responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, peculato, inserção de dados falsos em sistemas de informações, obstrução de investigação e lavagem de dinheiro.

Operação

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No dia 28 de novembro, a quadrilha foi alvo da Operação Cataclisma, realizada pelo MP em conjunto com as polícias Civil e Militar, além da Receita Estadual, que cumpriu 46 mandados de busca e apreensão e outros 13 de prisão temporária.

Na operação, nove dos 16 denunciados foram presos. Além disso, foram apreendidos com o grupo mais de R$ 840 mil em dinheiro.

*estagiário da RecordTV Minas, sob supervisão de Lucas Pavanelli

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