Minas Gerais Justiça solta advogado de empresário ligado a Aécio

Justiça solta advogado de empresário ligado a Aécio

Carlos Alberto Arges Júnior foi preso durante a operação Escobar, suspeito de integrar esquema de vazamento de dados sigilosos da Polícia Federal

  • Minas Gerais | Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

Advogado obteve habeas corpus

Advogado obteve habeas corpus

Reprodução / OAB-MG / Record TV Minas

O desembargador Ribeiro Cândido, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), em Brasília, determinou a soltura do advogado Carlos Alberto Arges Júnior.

Ele foi preso, na última quinta-feira (6), durante a operação Escobar, da Polícia Federal, em Belo Horizonte, suspeito de dar vantagens indevidas para dois escrivães da PF em troca de vazamentos de informações sigilosas. 

Arges Júnior, entre outros clientes, defende o empresário e ex-presidente da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) Oswaldo Borges da Costa Filho.

Oswaldinho, como é mais conhecido, é investigado juntamente com o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) em inquérito da Lava Jato que apura fraude na obra da Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas Gerais.

Conforme o R7 mostrou nesta sexta (7), o escritório de Arges Júnior transferiu uma motocicleta para o escrivão Márcio Marra. Segundo a investigação, o policial vazou para o advogado depoimentos sigilosos do inquérito da Cidade Administrativa e da operação Capitu, que tem como alvo o empresário Joesley Batista. 

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Na decisão, o desembargador levou em conta a justificativa da defesa do advogado, que alegou não haver provas de crime cometido pelo cliente.

"Sendo advogado constituído nos feitos, tem acesso aos autos, mesmo que estes sejam sigilosos, não lhe podendo ser atribuída sequer participação em eventual prática delituosa cometida por servidor ou terceiros".

Ainda segundo o magistrado, dessa forma, a prisão preventiva não mais se justifica. Além de Arges Júnior e dos dois escrivães da PF, a operação Escobar investiga outros dois advogados. O grupo é suspeito de vazamento de dados sigilosos de investigados no período de 2010 a 2019.

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