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Mãe e padrasto são presos suspeitos de matar menino de nove anos em BH

Casal levou criança para o hospital e disseram que o menino teria se machucado na escola

Minas Gerais|Do R7, com Ricardo Machado, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil prendeu uma mãe de 24 anos e um padrasto de 39 anos em Belo Horizonte, suspeitos de matar o filho de 9 anos.
  • O menino foi levado ao hospital com alegações de que teria se machucado na escola.
  • Exames médicos revelaram que ele sofreu agressões antes de sua morte.
  • Um mandado de prisão foi expedido após a investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Morte de bebê em Belo Horizonte após noite com o pai é investigada
Casal foi preso após investigação apontar indícios de agressões que resultaram na morte da criança

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta quarta-feira (15), uma mulher de 24 anos e o companheiro dela, de 39, suspeitos de envolvimento na morte do menino Arthur, de nove anos, no bairro Flávio Marques Lisboa, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. O casal foi preso após investigação apontar indícios de agressões que resultaram na morte da criança.

Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu em 23 de agosto, quando a mãe e o padrasto levaram o menino para a UPA Barreiro. À equipe médica, os dois afirmaram que Arthur havia se machucado na escola. No entanto, o laudo médico constatou sinais de violência, incompatíveis com a versão apresentada.


Após a constatação das agressões, a Polícia Civil instaurou inquérito e, com a morte do menino, a Justiça expediu mandado de prisão temporária contra o casal, pelo prazo inicial de 30 dias.

Contradições e confissão


Durante o depoimento, a mãe confessou que agrediu o filho com chineladas e tapas nas costas e no abdômen, alegando que “passou do ponto” e que estava sob efeito de cocaína no momento do crime. O companheiro apresentou uma versão contraditória: disse que estava em casa, mas negou ter presenciado as agressões. A mãe, por sua vez, afirmou que ele teria saído durante o episódio.

As contradições entre os relatos, segundo o inquérito, evidenciam tentativa de manipulação dos fatos e indicam possível coautoria ou omissão do padrasto.


Relatos de vizinhos e escola desmentem versão

Vizinhos relataram à polícia que, na noite anterior à morte, ouviram gritos de socorro vindos da casa e que o casal agredia o menino com frequência. O Conselho Tutelar foi acionado após denúncia anônima e determinou o acolhimento institucional dos outros dois filhos da mulher, diante do risco à integridade física e emocional das crianças.

A vice-diretora da escola onde Arthur estudava afirmou que não houve nenhum acidente nas dependências escolares, desmentindo a versão apresentada pela mãe.


Conduta suspeita e antecedentes

Segundo familiares, o comportamento da mãe da criança durante o velório chamou atenção. A tia-avó da vítima relatou que a mulher chegou sorridente e sem demonstrar luto, enquanto o padrasto não compareceu à cerimônia.

A mulher possui antecedentes por tráfico de drogas e histórico de mudanças frequentes pela Região Metropolitana de Belo Horizonte, o que, segundo a Justiça, reforça o risco de fuga e a necessidade da prisão.

Prisão e investigação

O juiz responsável pelo caso destacou a gravidade do crime, classificado como homicídio qualificado em contexto de violência doméstica, e considerou insuficientes medidas alternativas à prisão.

Os dois seguem presos temporariamente, enquanto a Polícia Civil conclui as diligências e a realização de perícias complementares. A investigação continua para determinar com precisão a participação de cada um na morte do menino.

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