MC’s presos por estupro coletivo negam crime relatado na #Exposed

Crime aconteceu em novembro de 2019 e se tornou público após jovem relatar caso na internet; vítima ficou grávida após o abuso que foi filmado

Jovens foram presos em Belo Horizonte

Jovens foram presos em Belo Horizonte

Reprodução / Record TV Minas

A equipe dos quatro mc’s presos em Belo Horizonte suspeitos de um estupro coletivo divulgou uma nota, neste sábado (27), defendendo a inocência dos jovens no caso ocorrido em novembro de 2019.

Os músicos foram detidos durante uma operação da Polícia Civil, nesta sexta-feira (26). O caso se tornou público após a vítima relatar os abusos em uma rede social por meio da hashtag #ExposedBH, que reuniu denúncias e desabafos de belo-horizontinas expostas à violência sexual.

Em comunicado, os assessores do grupo Os Crias, afirmaram que há provas para confirmar a inocência dos mc’s e que os detalhes sobre elas não serão divulgados no momento, a pedido da defesa. Os suspeitos têm idades entre 19 e 24 anos.

O crime

Os investigadores explicam que o crime aconteceu em um estúdio musical. Na época, a vítima era menor de idade. A jovem relatou a polícia que foi até o local a convite de uma amiga, após uma festa.

Segundo os agentes, os suspeitos fizeram vídeos da menor e da amiga no estúdio e compartillharam nas redes sociais. O abuso sexual também foi gravado e divulgado entre eles. Agora, os peritos trabalham para encontrar os registros.

No relato sobre o caso, a vítima contou que engravidou ao ser abusada e que conseguiu autorização judicial para interromper a gestação. Traumatizada, a jovem se mudou do Brasil com os pais.

Outros dois envolvidos no crime ainda são procurados. Renata Ribeiro, delegada que participou das investigações conta que a Polícia Civil já fez contato com nove vitimas de abusos que relataram os casos com a hashtag #ExposedBH. A agente acredita que o movimento pode ajudar a punir criminosos.

— A importância da hashtahg foi que ela incentivou várias outras mulheres a fazer a denúncia. A exposição deste caso pode ajudar outras vitimas a procurar a delegacia.

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