MG recebe equipe do Tesouro para renegociar dívida com a União

De acordo com a Secretaria de Fazenda, técnicos do órgão serão atualizados sobre situação financeira do Estado e ajudarão a montar plano de ação

Orçamento para 2019 prevê déficit de R$ 11,44 bi

Orçamento para 2019 prevê déficit de R$ 11,44 bi

Divulgação / Agência Minas

Uma equipe de representantes do Tesouro Nacional chegou a Belo Horizonte nesta segunda-feira (14) para iniciar o processo de renegociação da dívida de Minas Gerais com a União. Segundo o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, os técnicos serão responsáveis por avaliar como ocorrerá a recuperação fiscal do Estado.

Em pronunciamento feito pela internet, Barbosa explicou que serão repassados para a equipe documentos que mostram a situação econômica estadual. Assim, eles “vão entender as contas de Minas” e, com isso, “auxiliar a construir um plano que consiga a reequilibrar as finanças”.

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Desde que foi eleito governador de Minas, Romeu Zema (Novo) defende a renegociação da dívida para aliviar as contas do Estado. Na última quinta-feira (10), ele aprovou o orçamento estadual de 2019 com déficit de R$ 11,44 bilhões.

Na prática, a renegociação suspende o pagamento da dívida com a união durante três anos e, passado este prazo, pode parcelar os débitos por até 20 anos. Contudo, o Estado deve apresentar contrapartidas como implementação de teto de gastos e a privatização de empresas estatais.

Em entrevista concedida à RecordTV Minas e ao R7 na última quarta-feira (9), o novo chefe do Executivo revelou que vai enviar em breve à ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) um pacote de leis que visam a redução de custos. Entre as medidas, segundo ele, está a privatização de estatais. “Quero entregar um governo muito mais enxuto porque essas empresas esqueceram que elas existem para atender os clientes”, defendeu o governador.

Na mesma entrevista, Zema explicou ainda que a rapidez para o pagamento do 13º salário dos servidores referente ao ano de 2018 depende da conclusão da renegociação. A dívida foi deixada pela gestão anterior do ex-governador, Fernando Pimentel (PT).

Veja o pronunciamento do secretário Gustavo Barbosa: