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Ministério Público e Backer assinam acordo para indenizar vítimas de contaminação

Empresa reconheceu integralidade dos pedidos formulados na ação para o pagamento de danos patrimoniais e extrapatrimoniais

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, Do R7

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Acordo acontece 3 anos após início das investigações
Acordo acontece 3 anos após início das investigações

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Cervejaria Três Lobos Ltda, responsável pela Backer, firmaram um acordo para indenizar as vítimas de intoxicação por dietilenoglicol. A intoxicação em série de consumidores da cerveja Belorizontina, da Backer, se tornou pública no início de 2020. Ao menos 10 pessoas morreram por complicações decorrentes da intoxicação, outras 19 tiveram sequelas. 

Em nota divulgada pelo Ministério Público nesta sexta-feira (21), foi informado que a empresa reconheceu, no acordo, a integralidade dos pedidos formulados na ação para o pagamento de danos patrimoniais e extrapatrimoniais.


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Mais informações sobre o acordo serão fornecidas no início da tarde desta sexta pelo promotor de Justiça de Defesa do Consumidor Fernando Abreu.

Relembre o caso


As investigações sobre o caso começaram em 5 de janeiro de 2020, poucos dias depois de as primeiras vítimas passarem mal após terem consumido a cerveja Belorizontina, fabricada pela empresa. Segundo a Polícia Civil, 29 pessoas foram intoxicadas e desenvolveram uma síndrome que causa insuficiência renal aguda. Destas, 10 morreram e 16 tiveram sequelas graves, como cegueira e paralisia da face.

Em maio de 2022, 23 testemunhas e quatro vítimas foram ouvidas em audiência de instrução no Fórum Lafayette, na capital mineira, durante três dias. Ao todo, 11 pessoas viraram réus no caso, mas uma veio a óbito, restando dez.


Entre os réus, estava um chefe de manutenção da Backer, acusado de exercer a profissão sem preencher as condições da lei; três sócios da empresa, por adulteração de alimento destinado ao consumo; cinco responsáveis técnicos da Backer, por homicídio culposo; e uma testemunha, acusada de falso testemunho.

A segunda rodada das audiências aconteceu em 20 de março de 2023, com cerca de 60 testemunhas ouvidas durante 11 dias. Dentre elas estavam funcionários da cervejaria e parentes dos diretores da fábrica.

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