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Moradores de ocupação protestam contra ação de despejo no centro de BH

PM informou que as cerca de 8.000 famílias serão retiradas da região do Isidoro na segunda-feira

Minas Gerais|Do R7

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Os moradores da região do Isidoro, no norte de Belo Horizonte, fazem uma manifestação nesta sexta-feira (8) contra a ação de despejo prevista para ocorrer na próxima segunda-feira (11). A previsão é que 8.000 famílias sejam retiradas do local pela Polícia Militar.

Segundo a polícia, cerca de 50 pessoas estavam na porta do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), na rua Goiás, no centro de capital. Eles seguiram até a avenida Afonso Pena, de forma pacífica, e sem bloquear o trânsito.


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O grupo pede diálogo antes da ação dos militares, que não descartam retirar à força as famílias, que vivem há mais de um ano no local em terrenos que são reivindicados por movimentos por moradia e pelo Estado.


Nessa quinta-feira (7), a PM divulgou um comunicado, assinado pela Diretoria de Comunicação Organizacional, em que afirma que "os planejamentos já foram concluídos e todos os órgãos envolvidos na operação estão em plenas condições de cumprir suas atribuições, na logística de apoio à retirada e transporte dos pertences, remoção das famílias e demolição dos imóveis irregularmente construídos".

Na tarde de ontem, o coronel Ricardo Garcia Machado, comandante do Policiamento Especializado, se reuniu com representantes dos moradores, Ministério Público e Defensoria Pública para anunciar o cumprimento da ordem de despejo.


De acordo com a decisão da juíza Luzia Divina Peixoto, da 6ª Vara de Fazenda Pública Municipal, a PM pode retirar à força os moradores que se recusarem a sair dos terrenos.

Entidades que apoiam as ocupações, como as Brigadas Populares, questionam a ação da polícia e tentam derrubar a decisão judicial. As famílias não receberam informações sobre para onde devem ir, segundo Isabela Miranda, membro das Brigadas Populares.


— Foram desconsiderados processso necessários como verificar quantos idosos, crianças e deficiencites, moram lá. Só disseram que teria um abrigo, mas os abrigos de BH não comportam esse grande número de pessoas. Pode ser um massacre. São cerca de oito mil pessoas que não têm para onde ir e estão dispostas a resistir.

Ainda conforme a nota, a polícia solicitou ao poder judiciário que as famílias cadastradas pela Prefeitura de BH que ocupam a área "sejam incluídas no programa social 'Minha Casa, Minha Vida'''.

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