Minas Gerais Morre homem que foi baleado pela PM após confusão com entregador

Morre homem que foi baleado pela PM após confusão com entregador

Rogério da Costa, de 51 anos, teria ameaçado um motociclista com uma arma de chumbinho; viúva alega que local era confundido com ponto de tráfico

  • Minas Gerais | Vinícius Araújo, da Record TV Minas

Morreu, na noite desta terça-feira (20), o homem que foi baleado pela Polícia Militar dentro da própria casa em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi atingido pelos disparos após uma confusão com um entregador.
 
Rogério Carvalho da Costa, de 51 anos, ficou internado durante duas semanas após ser atingido por oito tiros disparados pelos policiais. Segundo sua esposa, Franciele Gonçalves, a PM foi acionada depois que seu marido mostrou uma arma de chumbinho para um entregador, que estaria indo até a casa dos dois quase que diariamente.
 
Franciele conta que os incômodos começaram desde que ele se mudaram para casa, que, antes, teria servido como ponto de venda de drogas. O casal não entendia porque os motociclistas iam a casa deles com tanta frequência.
 
— Nós morávamos lá há três meses, e a gente não sabia que o local já havia sido ponto de tráfico. Frequentemente um motociclista ia lá e ficava buzinando na porta. A gente até conversou com ele, mas ele continuou indo lá.

Rogério morreu após ser baleado pela PM em Betim (MG)

Rogério morreu após ser baleado pela PM em Betim (MG)

Reprodução / Record TV Minas

Confusão
 
Na noite em que foi baleado, Costa havia decidido assustar o motociclista mostrando uma arma de chumbinho, mas o rapaz acreditou que ela fosse de verdade e acionou a Polícia Militar.

De acordo com Franciele, o motociclista voltou a buzinar na frente da asa uma hora depois e, na sequência, a energia elétrica da residência foi desligada. Neste momento, o marido dela resolveu ir até a porta e foi baleado.
 
—  Eu falei para ele não ir, mas ele decidiu sair e religar a energia elétrica. Quando ele estava passando na varanda, foi atingido pelos tiros.

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A vítima foi socorrida pelos próprios policiais, que o levaram até o pronto-socorro. Ele passou por diversas cirurgias e ficou internado durante duas semanas no Hospital Regional de Betim, mas acabou morrendo na última noite. Franciele acredita que a morte poderia ter sido evitada.
 
— Se eles não tivessem atirado, meu marido estaria aqui comigo hoje. Eles não deram voz de prisão. Eu espero que a corregedoria investigue o caso, pois o meu marido era trabalhador.
 
Outro lado
 
Em nota, a PM informou que a vítima saiu de casa com a arma na mão. Os agentes teriam pedido para que ele largasse a arma e, como a vítima não atendeu o pedido, os policiais disparam para evitar um tiroteio. Logo após os disparos, os agentes perceberam a gravidade dos ferimentos e socorreram a vítima.
 
A Polícia Militar também informou que a atuação dos agentes está sendo investigada e que as armas usadas na ocorrência foram encaminhadas para a perícia.

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