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Mortes em operação da PM viram alvo de investigação do Ministério Público em MG

Campo Belo (MG) vive, desde o início de março, uma grande mobilização policial após o assassinato de um sargento

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério Público de Minas Gerais investiga quatro mortes durante ações da Polícia Militar em Campo Belo.
  • Os procedimentos investigativos foram abertos após o assassinato do sargento Rodrigo Silva Pereira, em março.
  • Sete suspeitos morreram em confrontos com a polícia desde o início da operação para combater organizações criminosas.
  • A operação continua sem prazo para término, com o objetivo de localizar os responsáveis e enfraquecer facções na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polícia Militar afirma que a operação segue sem prazo para terminar Reprodução/RECORD Minas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou quatro procedimentos para investigar mortes ocorridas durante ações da Polícia Militar em Campo Belo, no Centro-Oeste do estado. A cidade vive, desde o início de março, uma grande mobilização policial após o assassinato de um sargento da corporação.

De acordo com a 3ª Promotoria de Justiça de Campo Belo, responsável pelo controle externo da atividade policial, foram abertos quatro Procedimentos Investigatórios Criminais (PICs) para apurar, de forma individualizada, as circunstâncias das mortes de Ryan Junio Oliveira, Estevão Luiz Vaz Santos, Andreallys Conrado Silveira Inácio e Rodrigo Junio Silva.


Segundo o órgão, cada caso é investigado separadamente para garantir a individualização das apurações, conforme prevê a legislação. As investigações são conduzidas diretamente pelo Ministério Público, sem depender de inquérito policial, e contam com apoio técnico do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Segurança Pública (CAO-SEP).

O MP informou ainda que os procedimentos têm prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogados conforme a complexidade de cada caso. Novas investigações também podem ser abertas, caso outros episódios sejam formalmente comunicados à Promotoria.


Operação após morte de sargento

As investigações ocorrem no contexto da chamada “Operação Sargento Rodrigo”, que começou após o assassinato do sargento Rodrigo Silva Pereira, de 40 anos, no dia 4 de março.

O policial, que atuava no setor de inteligência da PM, foi morto a tiros quando chegava em casa, no bairro Vila Brasil Vilela. Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens em uma motocicleta se aproximando do carro e efetuando vários disparos. O filho do militar estava no veículo e ficou ferido sem gravidade.


A partir do crime, a Polícia Militar iniciou uma ofensiva para localizar os responsáveis e combater organizações criminosas que atuam na cidade.

Confrontos e mortes

Desde o início da operação, sete suspeitos morreram em confrontos com a polícia, segundo a PM. As ocorrências incluem trocas de tiros durante ações em áreas apontadas como redutos do tráfico.


Em um dos casos mais recentes, três homens morreram após confronto com militares do Grupo Tático Rodoviário. De acordo com a polícia, eles teriam atirado contra as equipes durante uma ação para evitar um possível confronto entre facções rivais.

Prisões e apreensões

O balanço da operação aponta ainda:

  • 14 pessoas presas, entre flagrantes e cumprimento de mandados
  • Armas apreendidas, incluindo pistolas, revólveres e um fuzil calibre 5.56
  • Grande quantidade de drogas, além de dinheiro e munições

Segundo a PM, os suspeitos fazem parte de uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e teriam decidido matar o sargento por ele atrapalhar as atividades do grupo.

Operação continua

A Polícia Militar afirma que a operação segue sem prazo para terminar, com reforço de equipes especializadas, como o Grupo Tático Rodoviário (GTR) e o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam).

O objetivo é localizar todos os envolvidos no assassinato do policial e enfraquecer a atuação de facções criminosas na cidade.

Já o Ministério Público reforçou que acompanha o caso com “rigor e atenção” e destacou o compromisso com a apuração imparcial e transparente, visando garantir o respeito aos direitos fundamentais e o controle da atuação das forças de segurança.

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