Minas Gerais Motorista de app foi morto para não identificar criminosos em MG

Motorista de app foi morto para não identificar criminosos em MG

Anderson Alves, de 27 anos, foi assassinado em Confins, de forma cruel, na madrugada do dia 1º de janeiro ao sair para trabalhar 

  • Minas Gerais | Helen Oliveira, da Record TV Minas

A Polícia civil concluiu o inquérito da morte do motorista de aplicativo, Anderson Alves, de 27 anos, que ocorreu na virada do ano passado. Dois jovens estão presos pelo homicídio, mas apenas um dos detidos confessou o crime. Segundo o delegado Thiago Araújo, a decisão de matar a vítima foi para que a dupla não fosse identificada.

— A motivação em priori era apenas assaltar. A ideia foi do outro autor, que não quis se pronunciar. No final da corrida, ele decidiu assassinar a vítima sob alegação de que não queria voltar a ser preso.

O crime ocorreu na madrugada do dia 1º de janeiro deste ano. O motorista saiu de casa para trabalhar no dia 31 e, como não retornou para sua casa, os parentes acionaram a polícia de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde ele morava. Os familliares também fizeram buscas na esperança de encontrar Anderson. 

Os autores do crime utilizaram o aplicativo como se fosse um trajeto normal. A corrida foi finalizada, mas a polícia obteve um mapa que mostra todo o trajeto do veículo. Araújo destaca a intensidade da assassinato.

— A vítima foi encontrada com cortes, ferimentos e outras marcas de facada pelo corpo. As mãos e os pés também estavam amarrados. Foi um crime sem precedentes.

Anderson foi encontrado com vários ferimentos

Anderson foi encontrado com vários ferimentos

Reprodução/Record TV Minas

Os militares localizaram o carro abandonado no dia seguinte ao assassinato. Com a ajuda de denúncias anônimas, João Vitor e Leandro Rodrigues foram presos na casa de um amigo, no bairro Jardim Bela Vista, próxima ao local em que o veículo foi encontrado.

O irmão de Anderson, Alisson Alves, ficou indignado.

— Foi muita covardia o que fizeram. Esses dois não são seres humanos. Porque não pegaram o dinheiro, levaram o carro e soltaram ele na MG-10? Não tem necessidade de matar o motorista, ele só estava trabalhando.

Segundo o delegado, os jovens de 18 e 19 anos têm passagens por vários crimes, entre eles roubo, furto, tráfico de drogas e homicídio. Eles cumprem prisão preventiva por latrocínio.

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