Minas Gerais Motoristas de BH pedem que CPI apure contratos dos suplementares

Motoristas de BH pedem que CPI apure contratos dos suplementares

Categoria que opera no transporte de ônibus na capital mineira fez protesto para chamar atenção de grupo que investiga a BHTrans

Motoristas de ônibus do sistema suplementar de transporte de Belo Horizonte realizaram uma manifestação, nesta terça-feira (20), denunciando dificuldades enfrentadas pelos condutores e pediram que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga as ações da BHTrans apure os contratos do sistema suplementar.

Os trabalhadores se reuniram nas proximidades do Estádio Mineirão, na região da Pampulha, com faixas e cartazes pedindo apoio da prefeitura e da Câmara Municipal. Segundo a Comissão de Permissionários do Transporte Suplementar da capital, em 2001, quando o serviço começou a ser oferecido, existiam 300 veículos trabalhando em 38 linhas. Atualmente, seriam 267 ônibus e 24 linhas.

Os motoristas dos suplementares reclamam das várias restrições impostas aos trabalhadores, como a proibição de entrarem nas estações do Move ou de circularem no Centro e na região hospitalar. Os manifestantes também alegam que o número de passageiros caiu mais de 50%. Segundo o motorista Fábio Filomeno de Jesus, esse é apenas um dos motivos que abala o faturamento da categoria.

— O itinerário imposto para nós não tem usuário. Nós saímos do nada para lugar nenhum e somos obrigados pela BHTrans a cumprir essa rota.

Os motoristas também reclamam da integração entre as linhas de ônibus da prefeitura, que é quando o passageiro paga um valor menor na segunda passagem. No caso dos suplementares, esse benefício não é concedido.

Categoria tenta chamar a atenção do Poder Público

Categoria tenta chamar a atenção do Poder Público

Reprodução / Record TV Minas

Como cada motorista é dono do veículo que dirige, eles precisam bancar os custos com manutenção e combustível. O condutor Sólon Mendes Batista, que estava na manifestação, afirma que já cortou várias despesas, mas não consegue pagar em dia as prestações do ônibus.

— Já cortei plano de saúde, já cortei escola particular do meu filho e mantenho só o básico. Mesmo assim, com muita dificuldade. Eu estou praticamente pagando para trabalhar.

Os manifestantes querem chamar a atenção dos membros da CPI da BHTrans na Câmara Municipal para que a comissão investigue os contratos do órgão com os motoristas. Segundo Fábio Filomeno de Jesus, a categoria pretende levar uma série de documentos aos vereadores.

— Houve uma auditoria da BHTrans e essa auditoria não olhou para os suplementares. Nesta quarta-feira (21), teremos uma reunião com os parlamentares e iremos entregar uma farta documentação. Queremos que a “caixa-preta” da BHTrans inclua os suplementares.

Em nota, a BHTrans declarou que está prestando todas as informações solicitadas pela Câmara Municipal e pelos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Últimas