Minas Gerais 'Movimento político', diz Romeu Zema sobre criação de CPI da Covid

'Movimento político', diz Romeu Zema sobre criação de CPI da Covid

Governador de Minas Gerais disse que Controladoria-Geral e MP podem investigar irregularidades no combate à pandemia

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7, e Garcia Junior, da RecordTV Minas

Governador de Minas Gerais criticou possibilidade de criação de CPI no Congresso Nacional

Governador de Minas Gerais criticou possibilidade de criação de CPI no Congresso Nacional

Gil Leonardi/Imprensa MG

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou como "movimento político" a tentativa de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar omissões do governo federal com relação ao combate à pandemia de covid-19. 

Questionado sobre a sua opinião com relação às discussões que ocorrem em Brasília sobre a CPI da Covid, Zema disse lamentar. 

— Eu lamento. Em um momento de pandemia, nós temos um inimigo em comum, que é o vírus. O Brasil tem demonstrado que tem perdido muita energia em polêmica, discussões internas e pouca energia em encontrar soluções. Então, eu vejo a CPI dentro desse contexto. 

O governador de Minas Gerais disse que as investigações sobre a conduta de governantes no combate à pandemia podem ser investigadas por órgãos de controle, como a CGU (Controladoria-Geral da União) e o Ministério Público. 

— Se alguém fez algo errado, que pague por isso, que seja investigado. Já temos a Controladoria-Geral da União, o Ministério Público Federal, para estar investigando isso. Me parece que é mais um movimento político do que um movimento que vai somar. Com certeza vai sair alguma informação, mas seria algo que o Ministério Público chegaria daqui a algum tempo.  

CPI da Covid

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta quarta-feira (14), que o Senado deve instalar o pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as ações e omissões do governo federal no combate à pandemia. Em plenário, a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, na última semana, foi seguida por 10 dos 11 membros do Supremo. 

A Constituição estabelece que são necessários três requisitos para que uma CPI possa funcionar: um terço das assinaturas dos parlamentares da Casa onde ela for instalada, ter um fato determinado a ser investigado e um tempo limitado de funcionamento.

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