MP processa Backer e pede bloqueio de bens para pagar vítimas

Ministério Público entra com ação um dia depois de vítimas e familiares publicarem carta em que denunciam negligência da empresa com pacientes 

Cervejaria pode ter bens bloqueados

Cervejaria pode ter bens bloqueados

Reprodução / Instagram

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou com um processo contra a Backer e pediu bloqueio de bens da cervejaria para reparação dos danos causados a consumidores que ingeriram cervejas contaminadas pela substância tóxica dietilenoglicol. 

A ação, ajuizada na tarde desta terça-feira (11), também pede disponibilização de canal de informação, por parte da Cervejaria, para informar todos os consumidores sobre o que fazer diante do risco iminente de danos.

O pedido de bloqueio de bens da Backer foi feito um dia depois da divulgação de uma carta aberta assinada por familiares de vítimas da cervejaria, que deunciaram falta de assistência por parte da empresa. 

De acordo com o texto, a Backer "não prestou qualquer auxílio" mesmo após mais de 30 dias da confirmação dos casos e cinco dias após prazo dado pelo Ministério Público para que ela pagasse o tratamento dos pacientes em até 72 horas.

Na ação judicial, o MP pede tutela de urgência antecipada para que a empresa seja obrigada a custear o tratamento médico e demais gastos das vítimas e seus familiares, suporte psicológico e pagamento de salário às pessoas que ingeriram a cerveja contaminada e que, em decorrência disso, estejam impossibilitados de trabalhar. 

De acordo com a promotora de Justiça Silvia Altaf Cedrola, a intenção é garantir a indenização e o suporte imediato às vítimas, "uma vez que a Cervejaria Backer não cumpriu o acordado extrajudicialmente com o MPMG, negando apoio aos consumidores que ingeriram as cervejas colocadas no mercado de consumo."