Minas Gerais MP quer prorrogar medidas cautelares contra juiz suspeito de agressão e assédio sexual em MG

MP quer prorrogar medidas cautelares contra juiz suspeito de agressão e assédio sexual em MG

Afastado do cargo pelo TJMG, Ather Aguiar é acusado de assediar estagiárias dentro do Fórum de Divinópolis, a 180 km de BH

  • Minas Gerais | Ezequiel Fagundes, da Record Minas

Juiz foi afastado do cargo em junho de 2023

Juiz foi afastado do cargo em junho de 2023

Reprodução / Record

O Procurador-Geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Júnior, solicitou à Justiça a manutenção de medidas cautelares contra o juiz Ather Aguiar. Afastado cautelarmente do cargo pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) desde junho, o magistrado é investigado por agressões físicas e verbais, além de assédio moral e sexual contra quatro estagiárias, em Divinópolis, a 180 km de Belo Horizonte.

Os supostos crimes aconteceram no Fórum da cidade. Em julho deste ano, o Domingo Espetacular mostrou, com exclusividade, o teor dos vídeos com os depoimentos das vítimas. Procurado, o advogado de Aguiar não quis comentar sobre o assunto.

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Além de manter o afastamento, Soares Júnior solicitou a prorrogação de outras cinco medidas cautelares. São elas:

1) vedação de ingresso do magistrado nos edifícios forenses da Comarca de Divinópolis;

2) proibição de aproximação das vítimas, familiares e testemunhas, pelo menos 500 metros, bem como a proibição de manter contato com essas pessoas, por qualquer meio, inclusive por interpostas pessoas;

3) vedação de publicação, pelo magistrado, de mensagens de texto, áudios, mídias, bem como de quaisquer materiais que tenham potencial de coagir, constranger ou intimidar as vítimas, familiares ou testemunhas;

4) entrega imediata ao gabinete de Segurança Institucional do TJMG de arma de fogo que porventura estejam de posse do magistrado;

5) suspensão do acesso do magistrado a todos os sistemas informatizados.

Em parecer, que faz parte da investigação criminal, o procurador considerou que as denúncias são contundentes. Ele cita significativo material probatório, formado por depoimentos, fotos e prints de conversas de WhatsApp, que evidenciam as situações vexatórias e até de agressões físicas a que foram submetidas as vítimas em ambiente de trabalho.

O procurador solicitou ainda nova oitiva das vítimas, servidores do fórum, advogados, um promotor de Justiça e de um juiz de direito de Divinópolis, além de um general do Exército, para que este informe eventuais armas de fogo registradas em nome do juiz investigado.

Relembre o caso:

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