Minas Gerais MPF quer que agressor de Bolsonaro fique internado para tratamento

MPF quer que agressor de Bolsonaro fique internado para tratamento

Segundo perícia, Adélio Bispo de Olveira sofre de problemas psiquiátricos; legislação prevê que ele não pode ser condenado e deve ser tratado

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Adélio está preso na penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS)

Adélio está preso na penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS)

Ricardo Moraes/Reuters - 08.09.2018

O MPF (Ministério Público Federal) apresentou, nesta segunda-feira (10), um parecer favorável à internação compulsória para tratamento psiquiátrico do pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, autor confesso do  ataque ao presidente Jair Bolsonaro (PSL)

A Justiça constatou que Adélio Bispo de Oliveira sofre de problemas psiquiátricos, o que o torna inimputável. Na prática, isso significa que ele não pode ser condenado pelo crime, uma vez que o réu não tem consciência sobre suas ações. Em casos como este, o suspeito deve cumprir medidas de segurança, como passar por tratamentos psicológicos.

Nesta segunda-feira, a Justiça Federal em Juiz de Fora, a 283 km de Belo Horizonte, realizou a última reunião de instrução do caso, antes de o juiz decretar a sentença. Durante o encontro, membros do MPF, os advogados de Adélio Bispo e de Bolsonaro ouviram as últimas testemunhas de acusação.

O presidente da República enviou um ofício respondendo a perguntas feitas pelo Ministério Público Federal. O conteúdo da carta não foi divulgado.

A previsão é de que o juiz responsável pela ação emita a sentença em até 10 dias. Procurado, Zanone de Oliveira Júnior, advogado de Adélio, informou que se o juiz decretar o cumprimento da medida de segurança, a defesa quer que o réu passe pelo tratamento psiquiátrico na penitenciária de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde ele está preso atualmente.

— Segundo o psiquiatra forense Hewdy Lobo, o presídio federal tem a estrutura necessária. Queremos isso porque o Adélio recebeu ameaças de morte quando ele estava no presídio estadual.

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