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Autor de facada em Bolsonaro não pode ser preso, decide Justiça

De acordo com a Justiça Federal de Juiz de Fora, Adélio Bispo de Oliveira é portador de Transtorno Delirante Persistente

Brasil|Kaique Dalapola, do R7

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Adélio Bispo não pode ser preso
Adélio Bispo não pode ser preso

A 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), decidiu que o autor da facada contra Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, tem problema mental e, por isso, inimputável — não podendo ficar preso pela tentativa de homicídio.

A decisão foi tomada após peritos oficiais nomeados pela Justiça apontar que Adélio é portador de Transtorno Delirante Persistente. Uma médica psiquiatra assistente técnica de Bolsonaro e outra médica contratada pela defesa de Adélio concordaram sobre os problemas de saúde do acusado.

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"Todos os profissionais médicos psiquiatras que atuaram no feito, tanto os peritos oficiais como os assistentes técnicos das partes, foram uníssonos em concluir ser o réu portador de Transtorno Delirante Persistente".

O processo para julgar sobre os possíveis transtornos mentais de Adélio tramita desde setembro do ano passado, quando a defesa do acusado entrou com o pedido de avaliação, que, a princípio, foi indeferido pela Justiça.

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"Na decisão, porém, foi facultada à defesa a apresentação de laudo médico particular, de forma a subsidiar a renovação do pedido de instauração do incidente de insanidade", aponta a nota da Justiça.

Veja também: Investigação da PF indica que Adélio agiu sozinho

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A defesa foi autorizada a realizar os exames fossem realizados no Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). Em outubro, a defesa apresentou novos exames periciais e encaminhou para a Justiça avaliar as condições mentais do acusado.

Com a apresentação dos novos laudos periciais, a Justiça colocou a tramitação sob sigilo. Além disso, foi necessário, de acordo com a nota do TRF1, fazer exames periciais em duas datas diferentes por causa do difícil diagnóstico e os peritos nomeados pela Justiça também pediram exames complementares.

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De acordo com a decisão, devido a polarização no cenário político, houve “dificuldades em encontrar profissionais para atuar como perito no incidente de insanidade”.

O processo foi finalizado em na segunda-feira (20) e decidido na última sexta-feira (24). Agora os autos estão com vista para o MPF (Ministério Público Federal) e os próximo passo deve ser a intimação do assistente de acusação e da defesa de Adélio.

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