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Mulher é presa após atacar técnica de enfermagem com agulha em hospital de BH

Pelo risco de contaminação, a vítima iniciou o tratamento com medicamentos antivirais e passou por exame de corpo de delito

Minas Gerais|Rosildo Mendes, da RECORD MINAS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mulher de 25 anos é presa por agredir técnica de enfermagem com agulha no Hospital Infantil João Paulo II.
  • A agressão ocorreu durante a coleta de sangue do filho da agressora.
  • Técnica de enfermagem, Araenes Dias, começa tratamento com antivirais devido ao risco de contaminação.
  • Estudo revela que 95% dos enfermeiros em Minas Gerais já sofreram agressões no trabalho.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fhemig lamentou o ocorrido e informou que está prestando toda a assistência à profissional
Fhemig lamentou o ocorrido e informou que está prestando toda a assistência à profissional Reprodução/Street View

Uma mulher, de 25 anos, foi presa após agredir com uma agulha uma técnica de enfermagem dentro do Hospital Infantil João Paulo II, no Centro de Belo Horizonte, na madrugada desta segunda-feira (29).

De acordo com a vítima, Araenes Dias, de 53 anos, a agressão ocorreu no momento em que era feita a coleta de sangue no filho da agressora. A mulher, que já tem histórico de violência, arrancou o cateter da criança e atingiu a profissional com a agulha.


Por causa do risco de contaminação por doenças, Araenes precisou iniciar tratamento com medicamentos antivirais e passou por exame de corpo de delito. Ela está internada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde recebe acompanhamento médico e psicológico.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita foi conduzida e será ouvida na segunda Central Estadual de Plantão Digital.


A Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) lamentou o ocorrido e informou que está prestando toda a assistência à profissional, que foi acolhida e orientada na coordenação de Saúde e Segurança do Trabalhador.

“A servidora foi atendida conforme protocolo institucional de exposição a material biológico potencialmente contaminado. A Fhemig repudia qualquer forma de violência contra seus servidores. Reforçamos nosso compromisso e respeito aos profissionais da saúde, que diariamente se dedicam ao cuidado da população mineira”, esclareceu a Fhemig.


Violência

O caso reacendeu o alerta sobre a violência sofrida por profissionais de enfermagem em Minas Gerais. Um levantamento do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MG) mostra que 95% da categoria já foi vítima de algum tipo de agressão no ambiente de trabalho. Do total, 45% relataram assédio moral, 40% violência psicológica, 9% violência física, 3% violência sexual e 2% injúria racial.

Os dados foram divulgados durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na quarta-feira (17/9 deste ano), que debateu a violência ocupacional contra profissionais de saúde.


No mesmo dia, o deputado estadual Lucas Lasmar (Rede) apresentou números que apontam uma escalada de ocorrências em unidades de saúde do estado: foram 980 casos em 2025, contra 972 em 2024 e 684 em 2023.

Veja a nota da Polícia Civil na íntegra:

“Acerca do fato ocorrido nesta madrugada (29/9), em um estabelecimento hospitalar de BH, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que a suspeita, de 25 anos, foi conduzida e será ouvida por meio da 2ª Central Estadual de Plantão Digital”.

Veja a nota da Fhemig na íntegra:

“A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) lamenta profundamente o ocorrido e informa que está prestando toda a assistência à profissional, que foi acolhida e orientada na coordenação de Saúde e Segurança do Trabalhador. A servidora foi atendida conforme protocolo institucional de exposição a material biológico potencialmente contaminado.

A direção do Complexo de Urgência, do qual o Hospital Infantil João Paulo II faz parte, está colaborando com as autoridades responsáveis para o devido esclarecimento dos fatos.

A Fhemig repudia qualquer forma de violência contra seus servidores. Reforçamos nosso compromisso e respeito aos profissionais da saúde, que diariamente se dedicam ao cuidado da população mineira".

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