Mulher é presa suspeita de chamar porteiro de “macaco” na Grande BH
Vigia disse que a moradora do prédio onde ele trabalha teria ficado irritada por ter que buscar as visitas na portaria; família da suspeita nega acusações
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Record TV Minas

Uma mulher foi presa, na noite desta terça-feira (24), suspeita de injúria racial contra o porteiro do condomínio onde ela mora, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a denúncia, a moradora teria chamado o vigia de “macaco” e "nojento".
O porteiro Gilson Vitalino conta que o problema aconteceu quando a mulher desceu até a portaria para receber a mãe dela. O homem explica que os moradores estão tendo que buscar as visitas na entrada, uma vez que os interfones do prédio queimaram devido a um raio que caiu na região. Segundo ele, Ariane Ellen Viriato, de 31 anos, teria se irritado com a situação e disparado as ofensas.
— Ela me xingou de vários palavrões e, quando entrou com mãe dela, ela me chamou de macaco.
De acordo com o cabo Roberto Nóbrega, da PM (Polícia Militar), a corporação foi chamada por outros moradores que presenciaram o fato e se indignaram com a situação.
— Houve bastante indignação por parte dos moradores.
Ariane foi levada para uma delegacia da região para prestar esclarecimentos. No local, Edina Helena, mãe da suspeita, defendeu a filha e afirmou que não houve nenhum ato de injúria racial. Segundo a mãe, Ariane teria reclamado sobre o problema no interfone, tendo em vista ao fato de pagar R$ 250 de condomínio.
— Ela jamais iria fazer isto. Se tem uma coisa que ensinei aos meus filhos é ter uma boa índole e ter respeito às pessoas. Ela simplesmente falou que iria chegar mais gente na casa e que ela não iria descer mais.
Vitalino, que se lembrou de outros casos de injúria racial ocorridos na Grande BH nos últimos meses, diz que ficou abalado com a situação.
— A bola da vez agora foi eu. Graças a Deus eu sou negro mesmo. Amo minha cor. Eu não deveria estar [chateado], mas isto mexe no nosso ego.
A suspeita pagou fiança de R$ 2.000 e foi liberada durante a madrugada desta quarta-feira (25). O caso será investigado pela Polícia Civil.
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