Minas Gerais Namorado de mulher morta ao cair de prédio tem histórico de violência

Namorado de mulher morta ao cair de prédio tem histórico de violência

Boletim de ocorrência contra o dono do apartamento indica que ele teria arrancado parte da orelha de uma ex-companheira durante briga, em 2008

  • Minas Gerais | Shirley Barroso, da Record TV Minas

Boletins de ocorrência registrados na polícia contra o namorado da mulher que morreu ao cair de uma cobertura no bairro Castelo, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, indicam que o empresário e dono do apartamento tem histórico de violência doméstica.

Um dos documentos aponta que Gustavo de Almeida Veloso arrancou parte da orelha da então companheira com uma mordida, durante uma briga do casal, em 2008. O homem foi levado para a delegacia e preso em flagrante.

Em outro caso, em 2016, segundo o boletim de ocorrência da PM, uma mulher relatou que estava jantando com o empresário, quando ela pediu para ver as mensagens que ele havia recebido no celular. Neste momento, Veloso teria se irritado e a enforcado.

A reportagem procurou o empresário para comentar sobre os registros, mas ele não atendeu às ligações.

Queda de prédio

Vítima tinha 38 anos é era administradora de imóveis

Vítima tinha 38 anos é era administradora de imóveis

Reprodução/Record TV Minas

A administradora de imóveis Hilma Moraes, de 38 anos, morreu após cair da cobertura onde Veloso mora, durante uma festa que acontecia no local.

O empresário disse à polícia que a namorada teria se jogado do prédio, após uma briga do casal. Os convidados informaram que estavam no andar de baixo e só ouviram o barulho da queda.

Mauro Morais Filho, irmão da vítima, questiona a versão e afirma que Hilma não teria motivos para tirar a própria vida. Filho ainda questiona o fato de sua família ter sido avisada somente quatro horas após o ocorrido.

— Ela era uma pessoa querida, feliz e a família inteira amava ela. Ela nunca iria se suicidar.

A Polícia Civil informou que investiga as circunstâncias da morte. O agentes vão ouvir nos próximos dias os convidados da festa. Segundo o delegado Hugo Arruda, a corporação vai analisar a perícia já realizada e, caso necessário, novas vistorias podem ser feitas no local.

— Nós vamos analisar o material coletado durante a perícia, para então concluir quais as circunstâncias e se alguém terá que ser responsabilizado.

Vizinhos relataram que por volta das 23 horas, ouviram gritos, quebradeira e uma discussão intensa. Em seguida um forte barulho. Um outro morador disse que foi até a área privativa de seu apartamento e encontrou o corpo de Hilma caído no chão, já sem vida.

A mãe de Hilma Moraes pede justiça ao caso e quer que tudo seja esclarecido o mais rápido possível.

— Eu quero a justiça, eu quero a verdade. Quero saber o que aconteceu.

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