‘Não é uma pessoa ruim’, diz tia de diarista suspeita de matar casal de idosos em BH
Familiar faz um apelo para que a mulher volte para casa
Minas Gerais|Núbia Roberto e Vinícius Araújo, da RECORD Minas e Isabella Guasti, do R7

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Antes de desaparecer, a principal suspeita de matar um casal de idosos dentro de um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, voltou para a casa onde morava com o filho de 6 anos carregando uma mochila preta. A informação foi relatada por Maria Nilza, tia da mulher. Abalada, a familiar fez um apelo para que ela se apresente à polícia.
Maria Nilza contou que a suspeita havia saído para trabalhar na segunda-feira (29), quando esteve pela primeira vez no apartamento onde viviam o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. A diarista já prestava serviços para um parente da idosa e havia sido indicada para fazer uma limpeza na residência do casal.
Segundo a tia, ela não viu a sobrinha sair para o trabalho nem conseguiu observar as roupas que ela usava quando voltou. No entanto, ouviu o filho da suspeita comentar sobre uma mochila.
“Eu só lembro que ouvi a criança falando: ‘Mãe, e essa mochila?’. Eu dei uma olhadinha rápida e só vi que era uma mochila preta. Eu não observei roupa. Eu estava muito focada no jogo na hora”, relatou.
‘Não é uma pessoa ruim’
Maria Nilza afirmou que a sobrinha mora com os avós há cerca de dois anos e que sempre foi vista pela família como uma pessoa trabalhadora.
“Ela não é uma pessoa ruim. É uma pessoa trabalhadora, nunca desrespeitou os avós. Estamos destruídos. Estou à base de remédio”, disse.
A tia destacou que a família não consegue compreender o que aconteceu e reforçou que não compactua com qualquer crime.
“A gente não consegue entender o que aconteceu com essa menina, se é que ficou comprovado que foi ela. Nós somos de uma família humilde, aprendemos a respeitar o outro. Nada justifica isso.”
Ela também prestou solidariedade aos parentes das vítimas.
“O nosso sincero sentimento é para a família. Eu fico me perguntando se fosse com os meus pais. Nada no mundo justifica, nada, nada, nada. Podia ser um casal com poder aquisitivo bom ou moradores de rua. Eram seres humanos.”
Apelo para que a suspeita se apresente
Durante a entrevista, Maria Nilza fez um apelo para que a sobrinha procure a polícia e, principalmente, pense no filho de 6 anos, que está com ela desde o desaparecimento.
“Tem uma criança de 6 anos, que é a nossa paixão que está com ela. Onde você estiver, se estiver vendo, pelo amor que você tem aos seus avós e ao seu filho, aparece. Se não foi você, prova”, afirmou.
Segundo a família, a suspeita saiu de casa dizendo que viajaria para o Espírito Santo. Desde então, ela não foi localizada. Os parentes afirmam que estão dispostos a acolher o menino, independentemente do desfecho da investigação.
Investigação
A Polícia Civil trata a diarista como a principal suspeita do duplo homicídio, mas ressalta que as investigações ainda estão em andamento e que ela não é considerada foragida, pois não há, até o momento, mandado de prisão expedido contra ela.
Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher entrando no prédio na manhã de segunda-feira (29) e deixando o local horas depois carregando sacolas. A principal linha de investigação é de latrocínio (roubo seguido de morte).
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