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“Nem tudo que a Polícia fala é verdade”: ‘Dama do crime’ se defende em áudios exclusivos

Presa no Rio de Janeiro, ela afirma ser alvo de perseguição policial e nega qualquer envolvimento com facção criminosa

Minas Gerais|Shirley Barroso, da RECORD Minas e Isabella Guasti, do R7, em Belo Horizonte

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Presa no Rio de Janeiro, ela afirma ser alvo de perseguição policial e nega qualquer envolvimento com facção criminosa Reprodução/ RECORD Minas

Apontada pela polícia como uma das principais lideranças do Comando Vermelho com atuação em Minas Gerais, a mulher conhecida como “Dama do Crime” se defendeu das acusações em áudios enviados à repórter Shirley Barroso.

Presa no Rio de Janeiro, ela afirma ser alvo de perseguição policial e nega qualquer envolvimento com facção criminosa. Nos áudios, a suspeita diz que o marido não tinha condenações por tráfico de drogas nem ligação com organizações criminosas. “Meu marido não tinha condenação por tráfico de droga, nada disso não. Ele tava de boa e tem todas as absolvições aí, ele não era integrante de facção criminosa não. Não é porque você mora no Mato Grosso que você é integrante de Comando Vermelho, não. Isso é loucura da polícia daqui que tá fantasiando isso”, afirmou.

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Segundo ela, após deixar o presídio em 2019, o companheiro levava uma vida regular. “Meu marido saiu do presídio em 2019, ele tinha empresa, ele declarava imposto de renda, ele tinha vida normal. É aqui que é esse estardalhaço todo, no estado dele não tinha isso.” A mulher também questiona investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e aponta supostos erros nos processos.

Ainda nos áudios, ela contesta versões oficiais sobre valores que teriam sido movimentados em suas contas bancárias e afirma que não integra nenhuma facção: “Nem tudo que a polícia fala é verdade. Como que eu ia receber 2 milhões na conta, o juiz ia me soltar numa audiência de custódia?”, questionou. Em seguida, completou: “Eu não tinha nem ciência de onde que era esse dinheiro aí, recebi de uma venda de dois aparelhos de telefone. Não chega a dar R$ 16 mil. Eu não pertenço facção criminosa nenhuma, eu levo uma vida normal, cuido dos meus filhos, vivo minha vida normal. Tô tentando levar minha vida normal, mas eu não consigo”.

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Veja os áudios de Anne Casaes:

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