Nove meses após clínica odontológica fechar, clientes não sabem se vão ter dinheiro de volta
Segundo a PC, mais de mil contratos estavam em andamento um dia antes do fechamento da Clínica Arcata em março deste ano
Minas Gerais|Juliana Pereira e Mayara Folco, da Record Minas

Nove meses depois do fechamento da Clínica Odontológica Arcata, em Belo Horizonte, os clientes que ficaram no prejuízo continuam sem saber se vão conseguir recuperar o dinheiro investido. Segundo eles, várias audiências na Justiça foram realizadas, mas a empresa não enviou representante em nenhuma delas.
• Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp
• Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp
• Compartilhe esta notícia pelo Telegram
• Assine a newsletter R7 em Ponto
Em março deste ano, a clínica informou que estava encerrando as atividades devido a problemas com as finanças gerados durante a pandemia. A clínica funcionou por 14 anos, na região centro-sul de Belo Horizonte. Os pacientes afirmaram que foram surpreendidos com a notícia de que a empresa havia fechado. Alguns deles foram até o local e perceberam que estava vazio, sem o nome nem o registro do profissional responsável pela clínica. Segundo a Polícia Civil, mais de mil contratos estavam em andamento um dia antes do fechamento.
Os pacientes registraram boletim de ocorrência. As vítimas querem o dinheiro de volta e indenização pelos danos psicológicos sofridos. A aposentada Silvia Moreira foi uma das vítimas. O irmão pagou R$19 mil no cartão pelo tratamento odontológico dela, que não foi concluído. Ela iria à clínica no dia em que fechou as portas. Agora, está com a boca cheia de parafusos — um deles até já caiu. Ela usa dentes provisórios, não consegue comer nem dormir direito de tanta preocupação.
Segundo ela, a empresa não devolveu o contrato assinado, e o irmão tenta reaver o dinheiro usando os comprovantes bancários de pagamento. Ela não tem dinheiro para concluir o procedimento e não sabe como vai fazer. Nem o boletim policial ela conseguiu fazer porque não tinha os documentos da empresa.
Em abril, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa dos proprietários. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a investigação segue em andamento, com a realização de oitivas e demais diligências necessárias.
A reportagem procurou a clínica e o Tribunal de Justiça e aguarda retorno.















