Minas Gerais Ônibus que caiu em João Monlevade (MG) não tinha autorização da ANTT

Ônibus que caiu em João Monlevade (MG) não tinha autorização da ANTT

De acordo com os Bombeiros, ao menos 14 pessoas morreram no acidente e mais de 20 ficaram feridos; veículo pertence à empresa Localima Turismo

  • Minas Gerais | Vinicius Rangel, da RecordTV Minas

Ônibus caiu de uma altura de 15 metros

Ônibus caiu de uma altura de 15 metros

Divulgação/Corpo de Bombeiros

O ônibus que caiu de um viaduto na BR-381, em João Monlevade, a 115 km de Belo Horizonte, não tinha autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para transportar passageiros.

O veículo, com placa de Mata Grande-AL, seguia no sentido Belo Horizonte quando foi bateu em uma carreta e despencou de uma altura de 15 metros. Ao menos 14 pessoas morreram no acidente, de acordo com o Corpo de Bombeiros. A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou 11 óbitos no local e outros três a caminho do Hospital Margarida, em João Monlevade.

“A empresa está cadastrada na ANTT e tem um Termo de Autorização para prestação de serviço regular concedido pela justiça, por liminar. No entanto, o veículo em questão não estava habilitado para prestar o serviço de transporte de passageiros”, disse o órgão em nota à imprensa.

O veículo saiu do município de Mata Grande, com destino a São Paulo. O coordenador do SAMU de Itabira, que atendeu a ocorrência confirmou que o veículo caiu do viaduto após uma colisão com uma carreta na BR-381.

Ao todo, 26 pessoas ficaram feridas. Os passageiros feridos foram atendidos por equipes de resgate voluntárias e encaminhados para o hospital de João Monlevade. Ao menos três, em estado grave, foram transferidos, de helicóptero, para o Hospital João 23, em Belo Horizonte. Mais de 20 bombeiros estão no local, dando continuidade ao resgate dos passageiros que estão presos às ferragens.

"Estarrecido"

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se disse "estarrecido" com a notícia do acidente. Em uma postagem em uma rede social, Zema afirmou que todo o aparato do Estado foi colocado à disposição das vítimas.

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