Minas Gerais Operação mira diretor do sistema penitenciário de MG e advogados

Operação mira diretor do sistema penitenciário de MG e advogados

Detentos, parentes de presos e servidores também são investigados por corrupção e favorecimento em presídios mineiros

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7, Ezequiel Fagundes e Enzo Menezes, da Record TV Minas

Servidores e ex-servidores são investigados

Servidores e ex-servidores são investigados

Kiuane Rodrigues / Record TV Minas

O diretor do Depen (Departamento Penitenciário de Minas Gerais), Rodrigo Machado de Andrade, foi alvo de uma operação das Forças de Segurança do Estado contra um possível esquema de corrupção em presídios mineiros.

A suspeita é que detentos tenham sido favorecidos com privilégios dentro das unidades.

Rodrigo Clemente Malaquias, ex-diretor da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, também está na lista de alvos. Ele, que já foi preso em 2020, é suspeito de receber propina em troca de vagas específicas para os presos.

Documentos da investigação apontam que Rodrigo Silva Pimentel, diretor do PPP (Complexo Penitenciário Público-Privado), é suspeito de facilitar a transferência de presos. Ao menos outros três servidores ou ex-servidores ligados ao sistema prisional também são investigados.

A operação batizada de Panóptico também mira advogados, detentos e parentes de presidiários. Caio Márcio Ferreira do Couto, ex-policial penal e ex-assessor do ex-deputado Felipe Attiê, na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), também é investigado por participar de um esquema de venda de vagas e transferência de detentos.

Sonny Clay Dutra, preso considerado um dos maiores traficantes do Estado, aparece na lista por suspeita de envolvimento em negociação para fuga de detentos.

A operação tenta cumprir 23 mandados de prisão preventiva, 54 mandados de busca e apreensão e cinco medidas cautelares de afastamento de função pública. As ações são realizadas nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Contagem, Vespasiano, Lagoa Santa, Ribeirão das Neves, Ouro Preto, Patrocínio, Formiga, Francisco Sá, Muriaé e São Joaquim de Bicas, além de Mossoró (RN) e em Viana(ES).

A força-tarefa que realiza a operação é coordenada pela Polícia Federal e composta pelas Polícias Civil e Militar de Minas Gerais, e Polícias Penais Estadual e Federal.

"A Sejusp, por meio da Inteligência e Atuação Integrada, está ciente das investigações e do suposto esquema de corrupção. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública trabalha em consonância com a Polícia Federal e com as demais forças de segurança, incluindo a Polícia Penal, para que todo o desvio de conduta identificado e apurado seja punido", informou o Governo de Minas em nota.

"A Assembleia Legislativa de Minas Gerais esclarece que o ex-assessor parlamentar, Caio Márcio Ferreira de Couto, foi exonerado em 2015", pontuou a ALMG.

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