Pesquisa mostra que rodoviários se sentem ameaçados durante o trabalho na Grande BH
Levantamento da UFMG ouviu 565 motoristas e 561 cobradores
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

Quase 60% dos cobradores e 49% dos motoristas de ônibus de Belo Horizonte e de Betim e Contagem, cidades da região metropolitana, se sentem ameaçados durante o trabalho. A pesquisa, feita pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), teve resultado divulgado nesta terça-feira (10).
O levantamento ouviu 565 condutores e 561 cobradores. Entre os entrevistados, 13% estão afastados por causa de doenças, o que coloca em risco a vida de todos que usam o transporte público.
Para a coordenadora da pesquisa, Ada Ávila Assunção, a saúde é uma das questões mais frágeis entre a categoria.
— Não há acesso a alimentos saudáveis, não há acesso a banheiro e não há acesso a água potável. E nesse caso, esses trabalhadores estarão expostos a comportamentos que vão atingir a saúde.
Quando o assunto é horário de almoço, 66% dos cobradores e 68% dos motoristas disseram que não têm pausa para alimentação. Sobre o trânsito, o resultado é óbvio: mais de 80% considera a situação caótica.
Um seminário foi promovido no MPT (Ministério Público do Trabalho) para debater a situação. De acordo com o procurador Antônio Carlos Pereira, o estudo vai ser fundamental para mudar a realidade.
— A curto prazo, a pesquisa já vai ser utilizada nos diversos procedimentos que o MPT já está atuando. A um prazo médio e longo, nós vamos trabalhar no sentido de reunir com as entidades para solucionar os mais diversos pontos.















