Minas Gerais PF faz operação contra quadrilha que furtava loja no aeroporto de BH

PF faz operação contra quadrilha que furtava loja no aeroporto de BH

Loja registrou prejuízos de R$ 185 mil apenas nos meses de dezembro e janeiro com produtos furtados pela quadrilha

Quadrilha contava com falsa passageira e funcionárias de lojas que ficam em área restrita

Quadrilha contava com falsa passageira e funcionárias de lojas que ficam em área restrita

Reprodução/PF

A Polícia Federal cumpre seis mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (11) em uma operação de combate a furtos cometidos dentro do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. A 1ª Vara Criminal de Pedro Leopoldo, na Grande BH, autorizou, inclusive, a quebra do sigilo de dados dos investigados. 

Durante as investigações, a PF costatou que alguns furtos coemtidos em uma loja que fica dentro da área restrita do aeroporto eram praticados por integrantes de uma organização criminosa. De acordo com os policiais, a quadrilha atuava de forma planejada e estruturada e com divisão de tarefas. Os furtos eram cometidos há mais de um ano. 

Somente entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a empresa em questão registrou prejuízos de R$ 185 mil com os furtos. Ao todo, o golpe pode ter causado prejuízo de R$ 600 mil. 

Operação 

As apurações preliminares da Polícia Federal apontam que o esquema envolvia até funcionários de companhias aéreas. De acordo com a PF, uma mulher acessava a área de embarque doméstico, se passando por passageira com bilhete aéreo comprado. Com o auxílio de duas comparsas, que trabalhavam em loja dentro da área de embarque, ela furtava e colocava produtos em uma mala e mochila e saía pela porta destinada ao desembarque.  

Um funcionário de outra loja também participava do esquema. Com credencial de livre acesso, ele retirava os produtos furtados, que previamente haviam sido separados e acondicionados em mochilas pelas funcionárias cúmplices. 

A falsa passageira constam em 28 registros de acesso à sala de embarque doméstico em um período de dois anos e meio, entre agosto de 2018 e janeiro de 2021. No entanto, somente em duas vezes ela embarcou em um voo. Nas outras 26 vezes ela consta como "no show", ou seja, não apareceu para embarcar. A expressão, em inglês, batiza a operação da PF. 

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