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Polícia Civil faz operação contra quadrilha que sequestrava mulheres em carros de aplicativo em BH

Criminosos escondiam um dos integrantes no porta-malas dos veículos para surpreender as vítimas durante as corridas

Minas Gerais|Cler Santos, do R7 e Kiuane Rodrigues, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Polícia Civil de Minas Gerais realiza operação contra quadrilha que sequestrava mulheres em corridas de aplicativo em Belo Horizonte e região.
  • Criminosos utilizavam um carro branco, com um integrante escondido no porta-malas, para surpreender as vítimas durante as corridas.
  • Operação resultou na prisão de um suspeito, enquanto outro já estava detido e um terceiro permanece foragido; 13 mandados de busca foram cumpridos e cinco celulares apreendidos.
  • Polícia Civil alerta passageiros a verificarem placa, modelo do veículo e nome do motorista antes de entrar no carro para evitar golpes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo o delegado, as vítimas visualizavam uma placa e um modelo de carro na plataforma, mas eram abordadas por veículos diferentes
Segundo o delegado, as vítimas visualizavam uma placa e um modelo de carro na plataforma, mas eram abordadas por veículos diferentes Reprodução/RECORD Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), uma operação contra uma quadrilha suspeita de sequestrar mulheres durante corridas por aplicativo em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. Um dos suspeitos foi preso durante a ação, enquanto outro já havia sido detido anteriormente e um terceiro segue foragido.

Batizada de Operação Rebu Branco, a ação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso que escolhia mulheres como vítimas e utilizava um carro branco para cometer os sequestros. Segundo as investigações, um dos criminosos se passava por motorista de aplicativo, enquanto um comparsa permanecia escondido no porta-malas do veículo.

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Durante a corrida, o segundo suspeito saía do compartimento e anunciava o assalto. As vítimas eram mantidas reféns enquanto os criminosos circulavam por Belo Horizonte, realizavam saques e utilizavam os celulares das mulheres para retirar dinheiro de suas contas.

De acordo com o delegado Flávio Grossi, responsável pelas investigações, o esquema começou a ser apurado após uma moradora do bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, denunciar o crime. Posteriormente, os policiais identificaram outros dois casos semelhantes, registrados no bairro Belvedere, na região Centro-Sul da capital, e no Vila da Serra, em Nova Lima.

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A investigação identificou três suspeitos responsáveis pela execução dos sequestros, além de outros envolvidos na movimentação financeira dos valores roubados. Segundo a Polícia Civil, as mulheres eram escolhidas pelos criminosos por serem consideradas mais vulneráveis.

Mandados cumpridos e celulares apreendidos

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Dos 13 mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda-feira, seis foram executados no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. As equipes também atuaram em outros pontos da capital, incluindo o bairro Pilar, e no município de Ibirité, na Região Metropolitana.

Durante as buscas, cinco celulares foram apreendidos. Os aparelhos serão analisados para identificar o destino dos valores roubados e esclarecer a participação de pessoas que receberam o dinheiro.

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A Polícia Civil investiga se os titulares das contas utilizadas nas transferências tinham conhecimento da origem criminosa dos recursos ou se atuavam como intermediários do esquema.

Polícia alerta para cuidados ao solicitar corridas

Um dos detalhes identificados durante as investigações foi que os veículos utilizados pelos criminosos não correspondiam às informações apresentadas nos aplicativos de transporte.

Segundo o delegado, as vítimas visualizavam uma placa e um modelo de carro na plataforma, mas eram abordadas por veículos diferentes.

A orientação da Polícia Civil é que os passageiros confiram a placa, o modelo do veículo e o nome do motorista antes de entrar no carro. Caso alguma informação não corresponda ao cadastro apresentado no aplicativo, a recomendação é cancelar a corrida e solicitar outro transporte.

As investigações continuam para esclarecer o destino do dinheiro roubado e a participação dos demais envolvidos no esquema.

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