Polícia Civil investiga professora suspeita de esfregar prova no rosto de aluno em escola de BH
Câmera de segurança registrou o episódio; mãe afirma que filho ficou abalado e tem medo de voltar às aulas
Minas Gerais|Ana Paula Valentim* e Isabella Guasti, da RECORD Minas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma denúncia contra uma professora suspeita de esfregar uma prova no rosto de um aluno do 3º ano do ensino fundamental, em Belo Horizonte. O episódio aconteceu na Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, na região Norte da capital. A situação foi registrada por uma câmera de segurança instalada na sala de aula e denunciada pela mãe da criança.
Nas imagens, é possível ver a professora esfregando uma folha de prova no rosto do estudante. Ao tomar conhecimento do episódio, a mãe considerou a situação “extremamente grave” e registrou um boletim de ocorrência.
Segundo a mulher, o caso não foi isolado. Ela relata que já havia sido chamada à escola diversas vezes para conversar sobre o comportamento do filho, que, apesar de apresentar bom desempenho escolar, seria considerado disperso pela professora.
Em uma das reuniões, a educadora teria afirmado que era uma “professora raiz e não nutella”. A mãe também conta que a profissional teria dito que o menino era “impossível” às segundas-feiras e, em outra ocasião, teria comentado que havia “orado para ele não ir à aula”.
A responsável afirma ainda que enfrentava dificuldades para se comunicar com a professora por meio da agenda escolar, mesmo após reuniões com a direção para estabelecer um canal de diálogo entre a família e a instituição.
Criança tem medo de voltar à escola, diz mãe
Após a divulgação das imagens, o aluno foi transferido de turma. A mãe, no entanto, afirma que a mudança não foi suficiente para resolver a situação.
Segundo ela, o filho ficou profundamente abalado e envergonhado com os acontecimentos. O menino teria passado a demonstrar medo de encontrar a professora e resistência em voltar às aulas.
“Ele chora quando falamos sobre a escola e demonstra claramente que não se sente seguro para retornar à sala de aula”, relatou a mãe.
A mulher afirma que o filho sente falta dos amigos e deseja voltar a conviver com os colegas, mas teme retornar ao ambiente escolar.
“Não quero simplesmente afastá-lo da escola. Quero que ele possa voltar a frequentá-la, mas em condições que lhe proporcionem segurança emocional, acolhimento e respeito”, declarou.
A mãe também solicitou acompanhamento do Conselho Tutelar e a preservação das imagens das câmeras de segurança, além de providências para garantir o bem-estar da criança.
Secretaria de Educação abre processo administrativo
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que a Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana C adotou providências assim que tomou conhecimento da denúncia.
Segundo a pasta, foram iniciadas apurações preliminares e instaurado um Processo Administrativo Simplificado (PAS) para investigar detalhadamente os fatos e avaliar uma eventual responsabilização da professora, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
O Núcleo de Atendimento Educacional (NAE) também foi acionado para acolher e acompanhar o estudante.
A secretaria informou ainda que os responsáveis pela criança foram atendidos pela diretora da escola, que registrou a denúncia em ata para dar continuidade às medidas administrativas.
A SEE/MG reforçou que não compactua com eventuais desvios de conduta e que as escolas e os educadores são orientados a seguir as normas do Código de Conduta Ética.
*Estagiária sob supervisão de Cler Santos.
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