Minas Gerais Polícia indicia caminhoneiro por acidente que matou influenciadora

Polícia indicia caminhoneiro por acidente que matou influenciadora

Funcionários de concessionária da BR-277, na Grande Curitiba, que autorizaram conversão proibida também devem ser indiciados

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Júlia Hennessy Cayuela morreu aos 22 anos

Júlia Hennessy Cayuela morreu aos 22 anos

Reprodução / Instagram

A Polícia Civil do Paraná indiciou por homicídio culposo na direção de veículo automotor — quando não há intenção de matar — e por lesão corporal o caminhoneiro que teria provocado o acidente de trânsito que matou a influenciadora digital Júlia Hennessy Cayuela, aos 22 anos, no último dia 15 de julho.

A investigação concluiu que o motorista fez uma conversão proibida na BR-277, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, atingindo a motocicleta em que a modelo mineira viajava com o marido por estados do Sul do Brasil.

No momento do acidente, o motorista, que não teve a identidade divulgada, prestava serviços para a EcoRodovias, concessionária que administra a BR-277. O veículo transportava concreto para uma obra da empresa.

O caminhoneiro alegou à Polícia Civil que foi autorizado a virar no local pelo mestre de obras. Este, por sua vez, disse aos investigadores que outro funcionário da companhia deu o aval.

Ao R7, o delegado Fábio Machado adiantou que os empregados da EcoRodovias também devem ser indiciados.

"Eu tenho que exaurir essa cadeia e chamar todo mundo [para depor]. A conversão naquele local é contra o Código de Trânsito Brasileiro. Quem deu a autorização da manobra vai ser indiciado. Só uma viatura policial poderia virar ali", explica o delegado.

Agora cabe ao Ministério Público do Paraná decidir se vai oferecer denúncia contra o caminhoneiro na Justiça. A reportagem procurou a EcoRodovias para comentar o caso e aguarda retorno.

O crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor tem pena prevista de dois a quatro anos de prisão e suspensão ou proibição de obter a permissão ou a habilitação para dirigir.

Já o delito de lesão corporal pode levar a detenção de seis meses a dois anos, além de suspensão ou proibição de obter a permissão ou a habilitação para dirigir.

A influenciadora

No dia do acidente, Júlia Hennessy Cayuela tinha aproximadamente 271 mil seguidores no Instagram. Ela usava o espaço para falar sobre estética, beleza e moda. A jovem estava prestes a se formar em biomedicina e se preparava para lançar uma marca de produtos de beleza e abrir um consultório de estética.

A modelo morava em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, com a família. Nas redes sociais, a influenciadora também compartilhava as viagens de moto que fazia com o marido, Daniel Cayuela. Os passeios estavam entre os hobbies favoritos do casal.

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