Minas Gerais Polícia não tem data para concluir caso de morte de psicóloga em MG

Polícia não tem data para concluir caso de morte de psicóloga em MG

Equipe aguarda resultado de exames toxicológicos; mulher foi encontrada morta no porta-malas do próprio carro há um mês

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli e Célio Ribeiro*, do R7

Morte de Marilda completou um mês

Morte de Marilda completou um mês

Reprodução/ Record TV

A morte da psicóloga Marilda Matias Ferreira dos Santos, que completou um mês nesta semana, segue sem respostas. Ela foi encontrada amarrada e morta no porta-malas do próprio carro em Pouso Alegre, a 373 km de Belo Horizonte. Nesta quarta-feira (23), a Polícia Civil informou que não tem prazo para a conclusão do inquérito.

Os investigadores seguem aguardando o resultado dos exames toxicológicos e clínicos, que têm um prazo médio de 30 dias mas podem demorar mais do que isso. Segundo a Polícia Civil, os agentes seguem realizando diligências e ouvindo pessoas próximas à psicóloga. O órgão também informou que, até o momento, tudo o que foi dito pelo marido da vítima foi confirmado.

Os investigadores informaram que novos detalhes sobre o caso só devem ser divulgados após a conclusão do inquérito. Segundo eles, até o momento, nenhuma hipótese está descartada e não é possível falar em homicídio ou suicídio.

Encontrada no porta-malas

Marilda Matias Ferreira dos Santos, de 37 anos, foi encontrada pelo marido, de 62 anos, dentro do porta-malas do próprio carro no dia 22 de agosto. Aos militares, o homem relatou ter saído de casa na manhã de sábado (21) para trabalhar em uma fazenda na cidade de Careaçu, a 40 km de Pouso Alegre. Segundo ele, a esposa já estava acordada.

Por volta de 10h30, a mulher mandou uma mensagem para o esposo dizendo que havia ido ao pet shop e, na volta, teria conseguido estacionar o carro de ré na garagem pela primeira vez.

Uma hora mais tarde, ela avisou o marido que iria pegar a bicicleta de um amigo para fazer uma trilha em uma área de mata e que voltaria até às 18h. O homem voltou para casa às 16h30, mas Marilda ainda não estava em casa. Por volta das 20h, ele começou a procurar pela mulher em hospitais da cidade e na delegacia.

Na manhã de domingo (22), o homem teria ligado para um amigo em comum, que afirmou ter falado no dia anterior com a psicóloga. Pelo telefone, Marilda teria afirmado que foi ameaçada por um grupo de homens na rua, enquanto ia ao pet shop. A mulher disse para o amigo que estava “sentindo medo” e que ia anotar a placa do carro dos suspeitos para registrar uma ocorrência.

O marido de Marilda decidiu então entrar no carro da esposa para ver se ela havia anotado a placa do carro citado. Ao abrir o porta-malas, o homem teria encontrado a mulher, já morta, com os pés e as mãos amarrados. Logo depois, o homem acionou a Polícia Militar.

A Polícia Civil esteve no local e não encontrou nenhum sinal de violência. No porta-malas, estavam um celular, um tablet, uma chave do carro, um capacete rosa, remédios e as cordas usadas para amarrar a vítima.

Em entrevista exclusiva à Record TV, a mãe da vítima afirmou que não acredita na hipótese de suicídio. Segundo Luzia Matias, a filha teria relatado, 15 dias antes, que queria voltar para Bauru, no interior de São Paulo, para ficar mais perto da família. Porém, dias antes de ser encontrada morta, a mulher teria desinstalado o aplicativo de mensagens do celular e se afastado dos familiares.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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