Minas Gerais Polícia resgata mulher que seria vítima de trabalho escravo no MS

Polícia resgata mulher que seria vítima de trabalho escravo no MS

Investigação aponta que a vítima é de MG e foi levada para o outro Estado à força, sem receber salários e se alimentando com sobras

  • Minas Gerais | Camila Cambraia, da Record TV Minas

A Polícia Civil resgatou uma mulher de 34 anos que seria vítima de trabalho escravo há quase 10 meses. A moradora Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi encontrada em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

As investigações apontam que Cintia Cristina Domingos teria sido levada à força da Grande BH para Campo Grande por uma idosa de 70 anos, que já havia sido patroa da mãe dela. A doméstica Valdete Domingos, mãe de Cintia, conta que a filha sumiu sem deixar rastros.

Cíntia não podia deixa a casa onde trabalhava

Cíntia não podia deixa a casa onde trabalhava

Reprodução / Record TV Minas

— A gente achava que ela tinha ido para Belo Horizonte. Depois disso, eu não fiquei sabendo de mais nada.

Veja: Trabalho escravo: 29 vítimas são resgatadas em MG em 2 semanas

Segundo a Polícia Civil, em Campo Grande, a vítima não podia sair de casa e era obrigada a fazer todo o serviço sem receber nenhum salário.

Segundo as investigações, a mulher se alimentava de sobras de comida e era impedida de se comunicar com parentes. Cintia conta que só conseguiu escapar da casa da patroa na semana passada, quando teve permissão para ir à igreja e acabou se perdendo no caminho.

—  Me deu um branco. Eu fiquei andando e me perdi. Não sabia mais o caminho.

De acordo com a delegada Ligia Mantovani, a igreja fez contato com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Campo Grande, que repassou as informações para a unidade de Mateus Leme. Cintia ficou em uma casa de acolhimento até voltar para Minas. A passagem dela foi paga através de doações feitas por policiais civis.

Ainda segundo a corporação, a idosa e a família supostamente responsáveis pelo trabalho escravo foram identificados, mas não foram localizados pela polícia. A Polícia Federal já recebeu todas as informações e vai investigar o caso.

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