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Policial Rodoviário recebe segunda condenação por cobrar propina de motoristas

Perseu Lopes Lugon trabalhava em postos da PRF em Manhuaçu e Caratinga

Minas Gerais|Do R7

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Agente cobrou R$ 5.000 para "minimizar danos" em boletim de ocorrência
Agente cobrou R$ 5.000 para "minimizar danos" em boletim de ocorrência

O ex-policial rodoviário federal Perseu Lopes Lugon foi l condenado pela segunda vez pela Justiça Federal por cobrar propina para liberar motoristas em rodovias no sudoeste de Minas. O agente trabalhava em postos da PRF na BR-116 nas cidades de Manhuaçu, Realeza e Caratinga.

Na primeira ação, em 2013, ele foi condenado por corrupção, prevaricação e associação criminosa. Perseu Lugon já tinha sido exonerado do cargo depois de ser investigado em processo administrativo.

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Na nova condenação, ele foi condenado culpado por cobrar R$ 5.000 da transportadora Rádio Max Express por causa de uma capotagem no dia 16 de janeiro de 2012. Para "minimizar" os registros de danos no BO, o policial propôs o pagamento de R$ 5.000.

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Ao receber a negativa do motorista, Lugon ameaçou multar os veículos estacionados e determinou a remoção do carro acidentado para um depósito particular, onde somente ele poderia liberá-lo.

Representantes da empresa combinaram o pagamento para o dia seguinte e acionaram a corregedoria. Lugon não aceitou o dinheiro no depósito e disse que só conhecer o dono da empresa, mas a Justiça considerou que a exigência de vantagem já caracterizou a corrupção. A sentença ressalta que, nos crimes "que ocorrem na clandestinidade, como é o caso da concussão, a palavra da vítima deve ser levada em alta conta, por ser o único meio possível de prova dos referidos delitos".

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