Prefeito de BH diz que Governo de Minas ameaçou não pagar dívida
Alexandre Kalil (PSD) disse que falta liderança por parte do Governo de Minas no combate à covid-19 e que a capital mineira segue caminho "solitário"
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), criticou o que chamou de falta de liderança do governo estadual no combate à crise provocada pelo novo coronavírus, acusou o Executivo estadual de ameaçar não repassar a parcela da dívida que tem com a capital mineira no meio da pandemia e disse, ainda, que Prefeitura de Belo Horizonte e Governo do Estado estão "deslocados" nessa crise.
As declarações foram dadas nesta terça-feira (5), em entrevista coletiva concedida na sede da prefeitura, no centro da capital mineira.
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Kalil se reuniu com cerca de 20 prefeitos da região metropolitana de Belo Horizonte nesta segunda-feira (4) e disse que há um sentimento de falta de liderança por parte dos prefeitos, com relação ao governo estadual.
— Eu não vou liderar porque sou prefeito igual a eles. Mas colocamos nosso grupo técnico à disposição, fizemos um grupo de Whatsapp dos secretários para que eles possam usar a tecnologia que nós temos. Temos que lembrar que eu sou prefeito de Belo Horizonte e eles são prefeitos iguais a mim. Os problemas podem ser menores em proporção, mas são iguais. Eu não posso liderar, isso é com o governo [estadual] e com o governo federal.
Gabinete do ódio
O prefeito Alexandre Kalil disse, sem citar o nome do secretário-Geral do Governo de Minas, Mateus Simões (Novo), que o órgão teria criado um "gabinete do ódio" contra a Prefeitura de Belo Horizonte e teria ameaçado deixar de pagar a parcela da dívida que tem com o Executivo da capital mineira.
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Segundo Kalil, hoje, a dívida do Governo de Minas com a prefeitura gira em torno de R$ 500 milhões.
— É um problema recorrente. Há uma ameaça constante depois que o secretário-geral... foi criado no Governo um gabinete de ódio contra a Prefeitura de Belo Horizonte, sem nenhum motivo. Ameaçaram não pagar a parcela que vencia ontem para Belo Horizonte, mesmo sabendo que estamos no centro da pandemia e que aqui é um lugar que precusa de dinheiro. Continuamos descolados, solitários.
Outro lado
A reportagem do R7 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Governo de Minas para ouvir a versão do Executivo sobre as declarações do prefeito de Belo Horizonte.
Em nota, o Governo do Estado afirmou que o acordo firmado com a AMM (Associação Mineira de Municípios) "vem sendo cumprido conforme o estabelecido. Portanto, todas as prefeituras que assinaram o acordo já receberam as quatro parcelas das 33 a que têm direito".
Ainda de acordo com o Governo de Minas, "mesmo não sendo signatária do acordo, a prefeitura de Belo Horizonte recebeu as três primeiras parcelas em função das tragédias ocasionadas pela chuva no início deste ano."














