Minas Gerais "Prefeito Kalil não cogita restringir atividades em BH", diz secretário

"Prefeito Kalil não cogita restringir atividades em BH", diz secretário

Jackson Machado disse que aumento de casos de Covid-19 na cidade não preocupa a prefeitura, já que quadros clínicos são leves

  • Minas Gerais | Ana Gomes, Do R7

Machado falou ao vivo com a Record TV Minas

Machado falou ao vivo com a Record TV Minas

Amira Hissa/PBH

O secretário de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, voltou a afirmar que não cogita a possibilidade de restringir as atividades na cidade por causa do aumento de casos da Covid-19. A declaração foi feita, nesta terça-feira (4), em entrevista à Record TV Minas.

“Restringir as atividades não passa pela minha cabeça, pela de qualquer membro do comitê ou pela do prefeito Kalil neste momento. Nós temos absoluta tranquilidade, mesmo porque a maioria dos pacientes estão apresentando quadros clínicos leves”, afirma.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura, o índice de transmissão do coronavírus está 1,18 em BH. A ocupação de leitos de UTI saltou de 47,5% para 60,7%. Já as internações em leitos de enfermaria passaram de 55,4% para 73,2%, chegando ao nível vermelho após 9 meses. Machado atribuiu os números às internações de outras doenças.

“Esses números trazem uma certa preocupação, mas não há como se ter certeza nesse momento que eles são absolutamente de Covid. Como o resultado não é imediato e os quadros clínicos são muito semelhantes, muitas vezes a pessoa é internada com suspeita de coronavírus e quando o resultado sai, o diagnóstico é descartado. Pode ser que um grande percentual de pessoas que estejam "rotuladas com Covid", sejam casos de influenza”, explica sobre os dados recentes.

O secretário ainda comentou se a prefeitura investiga algum caso de flurona, quando há dupla infecção de coronavírus e influenza.

“É muito possível que estejam acontecendo inúmeros desses casos na cidade. Nós não fazemos diagnóstico do perfil viral, mas sim teste para coronavírus. Alguns poucos são encaminhados para a Funed para fazer a tipagem do agente. Mas o agente que mais circula, não é nem Influenza, nem o coronavírus, é o sincicial respiratório, que já circula há muitos anos e é uma das grandes causas de doenças respiratorias”, relata.

UPAs cheias

Sobre a ocupação de UPAs em Belo Horizonte e sobre a reclamação na demora do atendimento, Machado apontou que mais da metade dos procuraram as unidades de emergência poderia ir aos postos de saúde.

“Nossos dados apontam que 75,1% das pessoas que estão aguardando consultas na UPA, poderiam ser atendidos em unidades de saúde básicas. Elas são destinadas para casos graves”, alerta.

Para desafogar os atendimentos, a prefeitura ampliou o horário de funcionamento de nove centros de saúde da capital.

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