Minas Gerais Prefeitura de BH estuda soluções para custeio da tarifa de ônibus

Prefeitura de BH estuda soluções para custeio da tarifa de ônibus

Kalil afirma que gratuidade de passagem a alguns grupos tem sido financiada pelos usuários; prefeito volta a negar aumento no valor

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

"Não vai ter aumento da passagem", diz Kalil

"Não vai ter aumento da passagem", diz Kalil

Shirley Barroso / Record TV Minas

A Prefeitura de Belo Horizonte estuda, junto às empresas de ônibus, alternativas de financiamento do serviço de transporte na cidade, sem afetar o valor da tarifa.

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) realizou uma segunda reunião com o Setra-BH (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte), nesta segunda-feira (13), para tratar do assunto. Nenhuma proposta foi definida e uma nova rodada de discussão foi marcada para a próxima quarta-feira (15).

Após o encontro, Kalil comentou que uma das mudanças que devem ocorrer é na forma de financiar a gratuidade tarifária para determinados grupos.

"O problema que apuramos é que quem está pagando a conta da gentileza do governo federal, estadual e até municipal é o próprio trabalhador que pega ônibus. A prefeitura chegou à conclusão de que esta conta está errada e que vamos arrumá-la", comentou o prefeito.

O político também voltou a afirmar que não haverá ajuste no valor da tarifa este ano. "Não tem aumento antes de um grande debate na mesa", asseverou.

Empresas de ônibus

Raul Lycurgo, presidente do Setra-BH, concordou com o prefeito em relação ao financiamento dos passes livres, que representam 10% dos passageiros. Lycurgo, no entanto, afirmou que subsídios não seriam suficientes para solucionar o problema. "Chegou-se a uma conclusão de que esse contrato é injusto e que o sistema estava prestes a colapsar", afirmou.

O representante também defendeu a desoneração relacionada ao sistema de transportes. Em Belo Horizonte, a Câmara derrubou decretos que desobrigavam o setor de pagar o ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) e 2% da CGO (Taxa de Gerenciamento Operacional). O texto aguarda avaliação do prefeito Alexandre Kalil.

"Não dá para ter supostas gratuidades, que de gratuidade não têm nada porque tem alguém pagando por ela. Passa, inclusive, por outros pontos com desoneração municipal, estadual e federal. Neste cenário, se cobrar INSSQN em cima desse serviço vai ser onerar ainda mais a tarifa", avaliou Lycurgo.

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