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Prefeitura interdita clínica após morte de paciente durante retirada de DIU em Matozinhos (MG)

Segundo os fiscais, estabelecimento particular não tinha autorização para realizar procedimentos ginecológicos

Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

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Jéssica Marques morreu aos 32 anos
Jéssica Marques morreu aos 32 anos

A Prefeitura de Matozinhos, na região metropolitana de Belo Horizonte, interditou, nesta sexta-feira (11), a clínica particular alvo de investigação após a morte de uma paciente durante procedimento de retirada de um DIU (dispositivo intrauterino).

Os fiscais encontraram irregularidades no estabelecimento, que não tinha autorização para fazer procedimentos ginecológicos.


"Os registros apontavam apenas aptidão para realizar clínica médica e atividade de atenção ambulatorial, com estrutura necessária para primeiros socorros, conforme consta no Alvará Sanitário e no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES", informou a prefeitura em comunicado. Ainda segundo o Executivo municipal, um procedimento administrativo vai buscar a "apuração e regularização dos vícios encontrados".

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Durante a tarde, o cardiologista responsável pelo procedimento foi ouvido pela Polícia Civil na delegacia da cidade. O interrogatório durou cerca de quatro horas. A instituição informou que só vai apresentar mais informações sobre o caso ao final das investigações.


A defesa do médico informou que o profissional “se encontra muito abalado com toda a situação,motivo pelo qual não se manifestará pessoalmente”. “Além disso, por se tratar de inquérito que versa sobre questões técnicas e sigilosas, aguardaremos a conclusão do laudo do IML [Instituto-Médico Legal] antes de prestar maiores esclarecimentos”, completou a nota da advogada do investigado.

A reportagem tenta contato com a defesa da clínica para comentar sobre a interdição.

O CRMMG (Conselho Regional de Medicina) também vai abrir um procedimento administrativo para apurar o caso. Em nota, o órgão disse que médicos estão autorizados a fazer os procedimentos que entenderem necessários aos pacientes, mas não podem se apresentar como especialistas.

Histórico

A Polícia Civil abriu investigação após a morte da dona de casa Jéssica Marques Vieira, então com 32 anos. Segundo denúncia da família, a mulher era acompanhada pelo médico devido a um quadro de sopro cardíaco. O profissional teria indicado o uso do DIU como método contraceptivo para evitar consumo de remédios devido à doença.

O mesmo médico foi responsável pelo procedimento de retirada do DIU, no último dia 4. Os parentes contaram que, na data, o médico relatou à família que o problema teria ocorrido após a aplicação da anestesia. A paciente foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade, mas não resistiu.

Médico investigado por morte de paciente é suspeito de assediar sexualmente outras mulheres:

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