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Presidente afastado da Vale admite que empresa deve ser punida

Em depoimento à Polícia Federal que durou seis horas, Fábio Schvartsman disse que caberá à Força Tarefa do caso comprovar a culpa da mineradora

Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, da Record TV

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Schvartsman depôs à PF nesta quarta-feira (13)
Schvartsman depôs à PF nesta quarta-feira (13)

O presidente afastado da Vale, Fábio Schvartsman, admitiu pela primeira vez, durante depoimento para PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (13), que a mineradora deve ser responsabilizada pela tragédia de Brumadinho.

Fabio Schvartsman, no entanto, destacou que caberá a Força Tarefa do caso comprovar a culpa da mineradora, tanto na área cível como na criminal. Foi a primeira vez que ele foi interrogado no inquérito que apura a responsabilidade pela tragédia. O depoimento corre em segredo de Justiça. 


O executivo foi interrogado por cerca de seis horas e, pelo menos por enquanto, ainda não foi indiciado por nenhum crime. Fontes consultadas pela reportagem disseram que o interrogatório foi bastante proveitoso e que o inquérito será finalizado em breve.

Fabio Schvartsman declarou, ainda em depoimento, desconhecer informações sobre a segurança da barragem do Córrego do Feijão. Segundo o executivo, se tivesse sido orientado pelos técnicos da Vale teria determinado imediatamente a evacuação da área. 


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Schvartsman admitiu que foi infeliz ao dizer, durante audiência na Câmara dos Deputados, que a Vale é uma joia brasileira e que não deveria ser punida pela tragédia que deixou mais de 300 mortos e desaparecidos. 

Acompanhado de advogado, segurança e motorista, o executivo prestou um longo depoimento. Tanto na entrada quanto na saída ele evitou falar com a imprensa. A reportagem entrou em contato com a defesa dele, mas ainda não obteve posicionamento.

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