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Primeira audiência do caso de fisiculturista baleada em BH acontece nesta sexta-feira (07)

Nesta audiência, além da vítima, pelo menos outras quatro testemunhas e o suspeito devem ser ouvidos

Minas Gerais|Bruno Menezes, da Record TV Minas

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Suspeito segue preso
Suspeito segue preso

A fisiculturista Ellen Cristina Otoni Campos, de 37 anos, que foi baleada dentro de um apartamento no bairro Jaraguá, na região da Pampulha, em fevereiro deste ano vai ser ouvida pela primeira vez pela Justiça nesta sexta-feira (7). O suspeito de cometer o crime é o também fisiculturista e ex-companheiro dela, Weldrin Lopes de Alcântara, de 44 anos. 

Ellen foi baleada dentro do apartamento do próprio suspeito, com seis tiros, após uma discussão entre eles, no dia 23 de fevereiro deste ano. Weldrin foi preso quatro dias depois, após se entregar para a polícia. No dia 20 de abril, a Justiça converteu a prisão dele em preventiva. 


No processo, Weldrin afirmou que foi esvaziar o tambor da arma com ela apontada para o chão e que só percebeu que Ellen havia sido atingida quando olhou para o chão e viu o sangue. A Justiça negou doias Habeas Corpus a Weldrin, um em março e outro em junho.

Nesta primeira audiência, além de Ellen, pelo menos outras quatro testemunhas e o suspeito devem ser ouvidos. 


Disparos

Em depoimento, Ellen descreve que Alcântara entrou no corredor do apartamento e, quando ela percebeu, ele já teria voltado com a arma em punho, apontada para ela. A vítima descreve, com detalhes, os seis tiros que levou do então companheiro naquela noite. O primeiro tiro, segundo a vítima, a acertou na mandíbula, no lado esquerdo do rosto.


“A declarante nem tinha conseguido olhar para o rosto dele de tão rápido que foi; a declarante sentiu os dentes parar no meio da boca; nesse momento a declarante foi ao encontro de Weldrin e ele deu o segundo tiro que pegou de raspão do lado esquerdo da declarante; Que a declarante acabou caindo no chão, de lado, momento em que recebe o terceiro tiro na nuca dado por Weldrin; declarante fala que mesmo caída no chão Weldrin intencionalmente disparava a arma pela terceira vez”, traz o depoimento de Ellen.

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Após o terceiro tiro, Ellen descreve que reuniu força para empurrar Weldrin para o sofá da casa. Ao cair sobre ele, Weldrin teria efetuado o quarto tiro que parou no bíceps da atleta.

“A partir desse tiro, a declarante tenta defender-se dando soco no braço direito de Weldrin; Weldrin encostou no seu ombro direito e efetuou o quinto tiro; a declarante novamente tentou defender-se deferindo um novo soco no braço direito dele, braço que Weldrin segurava a arma de fogo; este momento, a declarante desequilibrou e a sua perna esquerda levantou; neste momento Weldrin desfere o sexto disparo de arma de fogo na coxa esquerda da declarante”, descreve Ellen em depoimento.

Após o sexto tiro, Ellen teria conseguido dar outro soco em Weldrin, que teria deixado a arma cair. A atleta teria então conseguido sair do apartamento para buscar ajuda. 

No processo, o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) pontuou que Weldrin Alcântara agiu de forma fria e com violência extrema.

“A forma de execução do crime, a violência extremada praticada pelo denunciado e a frieza com que agiu são circunstâncias indicativas de sua personalidade agressiva e periculosidade, características estas que impõem medo e temor na vítima e testemunhas, razão pela qual sua prisão se faz necessária para a garantia da ordem pública e por necessidade de garantia da instrução criminal”, opinou o MPMG.

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