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Quadrilha é presa após enganar idosos prometendo benefícios na aposentadoria em MG

Grupo conseguiu atrair 21 vítimas e causou um prejuízo de mais de R$ 300 mil; nove pessoas foram detidas suspeitas do crime

Minas Gerais|Arnon Gonçalves e Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Quadrilha presa por enganar idosos prometendo benefícios na aposentadoria em Minas Gerais, causando prejuízo de mais de R$ 300 mil.
  • Grupo atraía vítimas por WhatsApp, prometendo cancelamento de descontos e restituição de valores cobrados por bancos.
  • Criminosos usavam documentos e dados das vítimas para contratar empréstimos e transferir valores sem autorização.
  • Nove pessoas foram detidas e a polícia continua investigando para identificar outras vítimas e valores envolvidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polícia Civil cumpriu mandados em vários locais ligados ao grupo Reprodução/PCMG

Um grupo que atuava enganando idosos com promessas de benefícios na aposentadoria foi preso pela Polícia Civil após uma operação em Belo Horizonte e na Grande BH. Os golpistas atraíam as vítimas por WhatsApp e combinava encontros em um falso escritório. Ao todo, 21 pessoas foram enganas e o prejuízo ultrapassa os R$ 300 mil.

De acordo com a PC, as vítimas tinham entre 60 e 90 anos, e os principais alvos eram pessoas em vulnerabilidade social. Entre as promessas feitas pelos criminosos estavam a possibilidade de cancelar descontos feitos no pagamento da aposentadoria e restituição de valores cobrados por bancos.

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Escritórios falsos

Segundo a PC, as investigações começaram em janeiro de 2025 quando uma das vítimas procurou a polícia para denunciar o desconto indevido na aposentadoria dela. Com isso, passaram a monitorar as ações do grupo. Os investigadores descobriram que os criminosos, na maioria mulheres, abordavam as vítimas por telefone ou WhastApp oferecendo o cancelamento de descontos em benefícios previdenciários e ainda prometiam a restituição de valores cobrados indevidamente por instituições financeiras.

Com essas promessas, eles conseguiam atrair os aposentados para atendimentos presenciais em escritórios falsos, que alegavam ser de consultoria financeira. Durante os atendimentos, os suspeitos pegavam documentos, senhas e acesso aos celulares das vítimas, além de realizar fotografias e vídeos para reconhecimento facial. Com todos esses dados, eles aproveitavam para contratar empréstimos consignados, abrir contas digitais, cadastrar chaves PIX e transferir valores sem autorização dos titulares.

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Em alguns casos, o grupo também teria alterado a conta de recebimento dos benefícios previdenciários, passando a controlar o pagamento das aposentadorias. Contas abertas em nome das próprias vítimas eram utilizadas para movimentar valores provenientes de outras fraudes, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

Golpe na agência bancária

Quando as operações não eram concluídas pelos aplicativos, investigados acompanhavam os idosos até agências e caixas eletrônicos, onde realizavam saques e se apropriavam do dinheiro.

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A investigação identificou ao menos 21 vítimas idosas ou aposentadas, além de um advogado que também teria sofrido prejuízo. O levantamento aponta perdas de, no mínimo, R$ 300 mil somente em transferências bancárias, sem considerar os saques em dinheiro.

Entre os atingidos estão aposentados e pensionistas entre 60 e 90 anos, com problemas de saúde e pessoas que dependiam dos benefícios para custear medicamentos e despesas familiares.

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Prisão

Após a descoberta do crime e avanço das investigações, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva, seis mulheres e três homens, e 13 de busca e apreensão. A polícia apreendeu também celulares, que podem ajudar na identificação de outros envolvidos. As diligências aconteceram em Belo Horizonte, Vespasiano e Santa Luzia.

A investigação aponta que havia uma divisão das tarefas entre os envolvidos. Tinha aqueles responsáveis pela captação das vítimas, outros no atendimento nos escritório, e outros que cuidavam das operações bancárias e recebimento dos valores. O grupo teria movimentado mais de 300 mil reais.

Depois da prisão, eles foram ouvidos na Delegacia de Polícia e encaminhados às unidades prisionais. Segundo a PC, a investigação continua para a identificação de outras vítimas e de mais valores que possam ter sido movimentados pelo grupo.

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