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‘Rapper do PCC’: quem é o chefe do tráfico na Grande BH preso no Paraguai

Patrick Fernandes acumulou mais de 25 registros policiais, mas conseguiu nunca ter sido preso até semana passada

Minas Gerais|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Patrick Fernandes de Oliveira, conhecido como "Tug Hut", foi capturado após anos de fuga e é apontado como um dos criminosos mais perigosos de Minas Gerais.
  • Ele liderava o tráfico de drogas na Grande BH diretamente do Paraguai e acumulou mais de 25 registros policiais ao longo de sua vida criminal.
  • O criminoso atuava como "ponte" para o PCC, coordenando atividades e enviando ordens para seus subordinados no Brasil, mesmo vivendo no Paraguai.
  • Capturado em Pedro Juan Caballero, ele enfrenta penas que somam 52 anos e aguarda transferência para o sistema prisional mineiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Patrick mantinha um canal de música onde postava suas composições sob o nome artístico “Tug Hut” Reprodução/RECORD Minas

Apontado como um dos criminosos mais perigosos de Minas Gerais, Patrick Fernandes de Oliveira, de 33 anos, mantinha uma vida dupla como “artista”, mas foi capturado em uma operação internacional após anos de fuga, na semana passada. Com uma ficha criminal que impressiona pela precocidade e crueldade, ele comandava o tráfico na Grande BH diretamente da fronteira do Brasil com o Paraguai.

A vida de Patrick no mundo do crime começou cedo, aos 15 anos de idade. Ao longo de quase duas décadas, ele acumulou mais de 25 registros policiais, mas conseguiu nunca ter sido preso até a operação realizada na última semana.


Desde 2016, quando o primeiro mandado de prisão contra ele foi expedido, ele era considerado foragido, situação que se tornou contínua a partir de 2019., Nesse período, ele ascendeu na hierarquia do crime, tornando-se liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) e assumindo o controle do tráfico na região da Vila Francisco Mariano, em Contagem, com expansão para Ribeirão das Neves. “Ele era muito temido na região, por isso ele ainda era considerado o comandante”, explicou o delegado Ítalo Fernandes.

O pseudônimo “Tug Hut” e o crime por letras de música

Uma das facetas mais curiosas e sombrias do traficante era seu envolvimento com a música. Sob o nome artístico “Tug Hut”, ele mantinha um canal no YouTube onde postava suas composições.


No entanto, a “veia artística” não escondia sua face violenta: ele é o principal suspeito de assassinar um companheiro de composição apenas por causa de uma disputa sobre a letra de uma música que cantavam juntos.

Para as autoridades mineiras, a principal característica do criminoso era a imposição do medo para manter o domínio territorial. Entre os crimes que chocaram os investigadores, destacam-se:


  • Execução de vizinho: Ele matou um senhor da região onde morava, à luz do dia, simplesmente porque o morador reclamou que traficantes estavam usando sua residência como rota de fuga da polícia. O crime foi cometido para “servir de exemplo”.
  • Tragédia na Copa do Mundo: Durante uma comemoração de jogo, ele efetuou disparos em um local aberto para atingir um desafeto. O ataque acabou baleando várias pessoas, incluindo uma mulher que ficou tetraplégica.
  • Homicídios confirmados: Ele já possui condenações por dois homicídios consumados, sendo apontado como mandante e executor de diversos outros na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Comando à distância e a queda no Paraguai

Mesmo vivendo no Paraguai há pelo menos quatro anos, o traficante não se desligou de Minas Gerais. Ele atuava como uma “ponte” para remessas de drogas do PCC para o Brasil e coordenava as atividades em Contagem enviando ordens e diretrizes para seus subordinados, que em troca lhe enviavam dinheiro.

A queda do criminoso ocorreu na última quarta-feira, na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ele foi localizado em uma casa a poucos quarteirões da fronteira com o Brasil, após um trabalho de monitoramento da Polícia Civil de Minas Gerais que durava desde 2022.


Com penas que somadas chegam a 52 anos de prisão, além de três mandados de prisão preventiva em aberto e três novos inquéritos, o suspeito foi entregue às autoridades brasileiras em Ponta Porã (MS). Atualmente, ele aguarda transferência para o sistema prisional mineiro, onde deverá cumprir sua pena e responder pelos crimes remanescentes.

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