Risco continua alto em Juiz de Fora (MG), diz meteorologista do Cemaden
Mesmo com redução do volume de chuvas, solo encharcado favorece a possibilidade de deslizamentos de terra
Minas Gerais|Do R7, com RECORD NEWS
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As chuvas registradas nesta segunda-feira (23) e madrugada desta terça (24) causaram estragos na Zona da Mata Mineira, com ao menos 23 mortes registradas e 47 desaparecidos. Uma das cidades mais atingidas foi Ubá, onde uma concessionária foi invadida pela enxurrada e vários veículos novos foram arrastados, além de urnas de uma funerária que foram levadas pela correnteza. A Defesa Civil orienta que moradores evitem deslocamentos desnecessários.
Giovanni Dolif, doutor em meteorologia e coordenador de operações substituto do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), explica que os danos registrados se deram pela combinação de um grande volume de chuvas, em um curto período de tempo e em uma grande área. Ele pontua que chuvas de mais de 120 mm nesse curto período, como as registradas tanto em Minas quanto no Rio de Janeiro, acabam causando consequências maiores.

Apesar de uma diminuição das chuvas entre terça e quarta-feira (25), Dolif alerta para o risco de deslizamento em regiões do sul de Minas e na Zona da Mata, além dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.
“Juiz de Fora certamente está nessa área de risco [...], durante a noite a chuva foi parando, mas tem muita água ainda no chão, no solo encharcado e a condição é de verão, ou seja, dessas pancadas de chuva de final de tarde. Dificilmente a gente tem dois dias com volume tão grande de chuva, mas mesmo chuvas não tão fortes podem causar novos deslizamentos de terra, que são os processos que causam o maior número de perdas de vida”, alerta.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça, ele destaca que o alívio das chuvas deve ser por pouco tempo devido à chegada de uma frente fria já na quinta-feira (26). Com novas instabilidades previstas, o meteorologista aconselha a população, principalmente da região Sudeste, a tomar cuidado.
“Comparo esse processo com uma situação que todo mundo já vivenciou, de ter um pano encharcado, uma toalha molhada, e você torcer ela. Então essa toalha molhada é como se fosse a atmosfera como ela está, muito úmida, úmida também porque a temperatura do mar, aqui no litoral de São Paulo, do Rio e até do Sul, está muito acima da média”, comenta.
“Então evapora mais, tem mais energia, então muita umidade, essa atmosfera está essa toalha encharcada. Quando vem uma frente fria, é como se você torcesse essa toalha, e aí essa água desce, causando os impactos”, finaliza.
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